A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) está estudando a possibilidade de instalar em Londrina um inovador método de tratamento do lixo hospitalar utilizado atualmente em diversos países da Europa. Trata-se do Bravo Hospital, tecnologia criada há quatro anos na Itália e que está sendo trazida para o Brasil por uma empresa de consultoria de Curitiba, a ZM Projetos S/C Ltda. O Bravo Hospital transforma os resíduos sólidos do lixo hospitalar em um granulado que pode ser utilizado como combustível para caldeiras, evitando assim a utilização de carvão ou lenha.
A reunião entre os representantes da AMA e da empresa aconteceu na Folha de Londrina/Folha do Paraná. A diretora de desenvolvimento da ZM, a médica pediatra Marília Bernardes, explicou ao presidente da Autarquia, Mauro Maggi, e ao diretor-administrativo-financeiro, Nelson Kohatsu, como funciona o Bravo Hospital.
Segundo ela, o equipamento compreende um conversor e um esterilizador. Eles fazem a trituração e microgranulação do resíduo sólido. Também fazem a separação, mediante evaporação, do líquido eventualmente presente no resíduo, além da esterilização mediante demolição térmica na presença da umidade e de um agente bactericida.
Todos os materiais que oferecem risco de contaminação são destruídos pelo equipamento e se transformam no combustível: seringas, agulhas, cateteres, amostras de materiais fisiológicos, culturas biológicas, luvas, medicamentos, bisturis, entre outras coisas.
Segundo Marília Bernardes, muitos países da Europa já estão utilizando esta tecnologia. No Brasil, nenhum hospital ou prefeitura implantou o Bravo Hospital. As negociações ainda estão começando, revela a médica.
Mauro Maggi se interessou pela novidade e se comprometeu em levar ao conhecimento do prefeito Antonio Belinati a proposta de instalar o equipamento na cidade ao custo de US$ 375 mil. Ele comenta que o Bravo Hospital poderia ser instalado na área do próximo aterro sanitário, já que não é necessário um grande imóvel. ‘‘Ele pode ser instalado em uma sala comum’’, revela Marília Bernardes.
O presidente da AMA acredita que as vantagens do Bravo Hospital em relação aos métodos utilizados atualmente são muito grandes. O incinerador, ele comenta, funciona com uma temperatura bastante elevada e exige alta tecnologia para a retenção de gases poluentes. E a autoclave faz a desinfecção mas não descaracteriza os resíduos. Hoje, em Londrina, o lixo hospitalar é depositado no Aterro Sanitário, em uma vala séptica.

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