Kraw PenasEquipe do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba: eletrocorticografiaO Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, está aplicando novo método de cirurgia em pacientes com epilepsia: a eletrocorticografia digital em tempo integral. A possibilidade de cura dos doentes é de 85%.
A eletrocorticografia digital indica aos médicos a localização exata do córtex cerebral que deve ser retirado. O mapeamento da área do cérebro afetada é feita no momento da cirurgia.
A detecção da área cerebral lesada é feita por uma coroa de eletrodos. Colocados em vários pontos do cérebro, os eletrodos captam a atividade elétrica do órgão e a transmitem ao computador. ‘‘No monitor, os médicos analisam o que foi transmitido pelos eletrodos e fazem a intervenção cirúrgica com precisão’’, diz a enfermeira Ilóide Fátima dos Santos, integrante da equipe de cirurgia de epilepsia.
O novo método está sendo aplicado há um mês. Dois pacientes já fizeram a cirurgia. ‘‘A última foi feita há 20 dias e a paciente não teve nenhuma crise’’, disse o neurocirurgião Marlus Moro, membro da equipe.
Segundo ele, a cirurgia com a eletrocorticografia pode ser feita em 20% dos casos de epilepsia. ‘‘Desses casos, 5% não conseguirão cura completa da doença, mas a redução das crises’’, explica. Oitenta por cento dos pacientes controlam a doença por comprimidos. Uma cirurgia com o novo método custa de R$ 5 mil a R$ 20 mil, dependendo dos exames preliminares.
A cirurgia com a eletrocorticografia digital substituiu o método com aparelhos de eletroencefalografia. Esses equipamentos eram de grande porte e não proporcionavam tanta precisão, afirmou o neurologista Paulo Rogério Bittencourt, coordenador da equipe de tratamento de epilepsia.
A epilepsia é uma lesão no córtex do cérebro. A doença causa convulsão e distúrbios de comportamento e motores. Em casos mais graves, uma pessoa pode ter até 500 crises por dia.
A doença é causada por fatores genéticos ou por lesão durante o gravidez, parto ou traumas. No Brasil, a epilepsia atinge 1,5% da população. Segudno Bittencourt, grande parte dos casos é causada por traumas em acidentes de trânsito.

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