‘Se tivéssemos um ponto de ônibus decente e um transporte confortável, não tinha problema pagar mais caro pela passagem; mas do jeito que está, não concordo com o aumento", comentou o porteiro Laurindo Ramos, enquanto esperava o coletivo metropolitano em frente ao Museu Histórico, na Avenida Leste-Oeste, Centro de Londrina. Ele se referia ao reajuste de 8,96% das tarifas de linhas do transporte metropolitano da região, que começou a vigorar no dia 1 deste mês. A linha utilizada por Ramos, entre Ibiporã e Cambé, subiu de R$ 3,15 para R$ 3,45. Usuários reclamam da falta de estrutura dos pontos de ônibus na área central e da lotação em alguns horários.
"Esse ponto não tem qualquer tipo de proteção. Além do vento frio, a chuva molha todo mundo", lamenta a vendedora Maria Aparecida Dias. "Não tenho costume de usar este ônibus todos os dias, faz alguns meses que não o pego, mas nada melhorou, nada mudou. Só o preço da passagem", ironizou.
Além dos problemas nos locais de embarque e desembarque, os ônibus também são alvos de reclamação. "No início da manhã e no fim da tarde, principalmente, os ônibus vão muito cheios. Vamos como ‘sardinhas’ dentro e na maioria das vezes em pé", destaca Jéssica dos Santos Mori, que mora em Ibiporã e estuda em Londrina.

MELHORIAS
O departamento de Tráfego da TIL, umas das concessionárias a oferecer serviço de transporte coletivo metropolitano, "entende que a melhoria da estrutura dos pontos de ônibus, como os da Avenida Leste-Oeste, não é de responsabilidade da empresa. Uma vez que o espaço é da administração pública municipal". A reportagem tentou contato com a Viação Garcia, porém não obteve uma resposta. Já a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), com informações da diretoria de Transportes, afirmou que não cabe ao município de Londrina a manutenção dos pontos de ônibus usados pelos usuários do transporte metropolitano.

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