Após acaloradas discussões acerca do preço da tarifa do transporte coletivo, o novo valor - estipulado em R$ 2,10, passou a vigorar ontem em Londrina. O reajuste de 5%, determinado pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) após avaliação da planilha da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), divide opiniões. A reportagem da FOLHA esteve no Terminal Central de Londrina e conversou com os usuários que há mais de três anos não se deparavam com o aumento do preço da tarifa.
Para a empregada doméstica Maria Ivanilda da Silva Vieira, que diariamente utiliza o transporte coletivo, o aumento não era necessário. ''Na minha opinião, R$ 2 era mais do que o suficiente, pois a qualidade dos serviços prestados precisa melhorar'', afirma, ressaltando que uma medida urgente é aumentar o número de ônibus de determinadas linhas. ''Perco muito tempo esperando nos pontos'', desabafa.
O servente Tiago Luiz Ribeiro, foi pego de surpresa com o novo valor. ''Tinha conhecimento da possibilidade de aumento, mas não sabia quando isso ia acontecer. Só descobri quando fui pagar a tarifa e o funcionário me informou'', diz Ribeiro, que não gostou do reajuste. ''Espero notar a diferença na qualidade do serviço. Pelo menos a limpeza dos ônibus tinha de ser melhor.''
Já a copeira Janete Mello acredita que o aumento de R$ 0,10 foi o ideal, pois, segundo ela, não pesa tanto no bolso do usuário e contenta os funcionários do transporte que reivindicavam o aumento. ''Estava temendo que entrassem em greve o que prejudicaria demais a população'', observa. O cobrador de ônibus Wellington Victor Pereira, ratifica as colocações de Janete e acrescenta: ''Não foi o aumento esperado pela empresa, mas já é alguma coisa.''
Em nota, a assessoria de imprensa da Metrolon - sindicato que representa as empresas Grande Londrina e Francovig, informou que a entidade só vai se manifestar após a avaliação da planilha apresentada pela CMTU.

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