Nova roda na polêmica
Milton DóriaNOVA RODA NA POLÊMICA
Eles fazem lembrar uma daquelas motocicletas de crianças, de plástico, com três rodas. Mas só lembram. Eles são maiores, automotivos, cobertos e muito mais potentes. Eles são os triciclos Tricar Tuc-Tuc, fabricados na Tailândia, um distante país da Ásia. Não são bonitos, nem feios; apenas diferentes. Pensando bem, chegam a ser engraçados.
Um deles, todo amarelo, esteve ontem em exposição no estacionamento da Prefeitura de Londrina. Veio trazido por empresários cascavelenses que trouxeram também a notícia: em breve, talvez no próximo ano, esses veículos poderão ser montados e fabricados aqui. E daqui exportados para a América Latina.
Eles servem para vender cachorro-quente, entregar produtos de padarias e lojas, transportar passageiros etc. O empresário Jorge Lamour - um dos sócios da futura fábrica brasileira de triciclos - prevê que a maior parte das vendas será para o transporte de passageiros. Ele ocupará um espaço entre os táxis e mototáxis. É para gente que não quer ou não pode ir de ônibus, não quer ir de mototáxi por questão de segurança, e não pode ir de táxi por causa do alto preço. O triciclo é seguro, leva até três passageiros e terá preço baixo.
O que esteve ontem em Londrina é o modelo TT-550. Movido a gasolina, ele tem dois cilindros e a potência de 96 cavalos. Com autonomia para até 600 km, ele roda na cidade em média 20 km com um litro de gasolina. Possui quatro marchas para frente e a marcha à ré; e pode atingir a velocidade máxima de 120 km/hora. Além do motorista, ele pode levar até três passageiros no banco de trás, sob o qual fica o pneu estepe. Com 1,79 m de altura, 2,80 m de comprimento e 1,26 m de largura, o Tuc-Tuc pesa 560 kg. Em vez de volante, o motorista segura num guidão semelhante ao de uma motocicleta. É mesmo uma mistura de moto com automóvel. Que custa cerca de US$ 5 mil.
(Osmani Costa)





