Curitiba
O governo do Estado e o Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) do Paraná tentam hoje, a partir das 14 horas no Palácio Iguaçu, fechar com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) um roteiro para a desocupação de cinco fazendas até o final do ano. As áreas ocupadas estão localizadas nas regiões Norte e Noroeste do Estado, comportam 489 famílias, e são consideradas produtivas pelo Incra. Essa não é a primeira vez que o governo tenta esboçar um cronograma com o MST.
Numa reunião preliminar ontem à tarde, que contou com a presença do arcebispo de Curitiba, dom Pedro Fedalto; e do procurador geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, o governador Jaime Lerner disse que ‘‘o governo avançou no roteiro’’ proposto por ele mesmo há cerca de 20 dias.
Hoje, o governo estadual aguarda do Incra de Brasília o encaminhamento de decretos de desapropriação de novas áreas com fins de reforma agrária, informou ontem o chefe da Casa Civil, Rafael Greca. Lerner conversou por telefone com o presidente do Incra, Milton Seligman. A superintendente regional do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, adiantou que os decretos esperados atingem seis áreas, que somam 6.116,2 hectares.
Segundo o assessor especial do governo para Assuntos Fundiários, José Carlos de Araújo Vieira, existem 25 áreas com condições de assentamento, que foram sondadas por técnicos do Incra. ‘‘Falta adquirí-las’’, ressalva. ‘‘Precisamos defender uma data para desocupar’’, emenda. Vieira promete responder hoje todos os itens da pauta do MST, inclusive os que pedem a agilização no oferecimento de áreas do Banestado. ‘‘A curto, médio e longo prazo, cumpriremos tudo’’, assegura Vieira.

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