Da Sucursal

Kraw PenasDa esquerda para a direita, Trevisan, Souza e Mehry, ontem, na Assembléia Legislativa: espera de dois anosOs professores e servidores das universidades estaduais poderão ter aprovado hoje na Assembléia Legislativa o projeto de lei 114/97, que desvincula seus salários da política salarial adotada pelo governo aos demais servidores públicos estaduais. O projeto é do deputado Eduardo Trevisan e prevê ainda que seja criada uma nova classe de professor e que os adicionais por titulação tenham aumentos significativos. Estas são algumas das modificações previstas no projeto de lei apreciado ontem pela Comissão de Constituição e Justiça e que será submetido hoje ao plenário da Assembléia Legislativa.
Segundo o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Roberto Frederico Merhy, o projeto é uma reivindicação da comunidade universitária, há mais de dois anos. ‘‘O trabalho universitário tem natureza diversa da do servidor do Estado e necessitava de um plano de carreira diferenciado’’, defendeu.
O projeto cria a carreira do Magistério Público do Ensino Superior do Paraná e a classe de professor associado - entre professor adjunto e titular. As outras classes: professor auxiliar e professor assistente, permanecem.
O percentual internível nas classes será de 3% e os percentuais interclasses serão de 20,46% para professor assistente; 6,5% para adjunto; 7% para associado e 20% de associado para titular. Cada classe de docente tem como obrigatoriedade a apresentação de título e comprovação de tempo de serviço.
O regime de dedicação exclusiva deixa de ser uma gratificação e passa a ser um regime de trabalho, com acréscimo de 55%. Os professores com especialização terão 15% somados aos seus salários; os com mestrado, mais 45%; e os docentes com tese de doutorado somarão 75%. Até hoje os índices eram de 10%, 30% e 50% respectivamente.
O salário de professor auxiliar em início de carreira será de R$ 767,59, e o maior salário das universidades estaduais poderá ser de R$ 4.747,47. Na opinião do reitor da Universidade Estadual de Maringá, Luiz Antônio de Souza, o projeto de lei contempla parte das reivindicações. ‘‘Mas de qualquer forma já é um avanço para a categoria que está esperando uma solução há pelo menos dois anos.’’

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