O Paraná deverá receber US$ 140 milhões de financiamento internacional para aplicar em obras de infra-estrutura, divulgação, melhorias e recuperação de seus pontos turísticos. Os recursos virão do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) para a Região Sul do Brasil, um projeto de US$ 450 milhões que atende também os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
O Plano de Turismo do Paraná, enquadrado no Prodetur, privilegia as áreas naturais existentes em diversas regiões, onde serão implantados empreendimentos e equipamentos turísticos. Para ajudar a definir uma política estadual de turismo nessas áreas, o governo do Estado instituiu, no final do ano passado, um grupo de trabalho formado por instituições públicas e privadas, organizações não-governamentais, empresários e universidades.
Com cerca de 30 participantes, o Grupo de Trabalho Interinstitucional de Turismo em Áreas Naturais (GTI) vem se reunindo mensalmente. Até o final do ano, a equipe deverá apresentar as diretrizes que nortearão as atividades de ecoturismo, turismo rural, turismo histórico-cultural e de aventura.
‘‘Estamos trabalhando para unificar as normas de utilização dessas áreas e uniformizar as informações, hoje bastante fragmentadas’’, informa o coordenador do GTI, o arquiteto Taco Roorda, diretor da Ecoparaná, autarquia responsável pelo desenvolvimento de grandes projetos turísticos do Estado, como o da Costa Oeste.
‘‘O Estado possui áreas tão diversas como as Cataratas do Iguaçu, a região dos Campos Gerais e o arquipélago de Ilha Grande. Todas com grande potencial turístico. O objetivo é implementar uma política estadual que agregue valor às áreas preservadas, articulando interesses econômicos com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento do Estado’’, diz Roorda.
‘‘É um trabalho ambicioso’’, admite a arquiteta Anive Alcântara Soares, da equipe técnica do Gabinete do Governador e também participante do GTI. O grupo quer aumentar a interação e a participação nas decisões de todos os segmentos envolvidos. ‘‘Nossa grande preocupação é definir o limite entre atrativo natural e degradação, o que exige critérios técnicos bem definidos. Para isso, é preciso ouvir o maior número possível de pessoas’’, afirma a arquiteta.
Flexibilidade é a palavra-chave para definir a atuação do GTI, segundo Anive. ‘‘Ele funciona como um fórum de discussão, onde buscamos gerenciar conflitos, discutir e equacionar os problemas. A legislação já é bastante restritiva. Portanto, nossa intenção não é criar leis, mas sim oferecer parâmetros básicos e certificação para o aproveitamento turístico dessas áreas’’, explica.

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