Nova perspectiva regional com a Transbrasiliana
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quarta-feira, 02 de maio de 2007
Widson Schwartz<BR>Especial para a Folha 
Tibagi - ''Agora vai, tem máquina pra todo lado'', dizem contemporâneos das sucessivas interrupções de obras na BR-153 no Paraná, que ocorrem desde a década de 60. Eles estão animados com a velocidade da preparação do leito no subtrecho de 38 quilômetros entre Ventania e Tibagi. Quem ler nas placas de quase dez anos atrás, ficará sabendo que, por um cronograma anterior, a pavimentação era para ter sido iniciada em 21 de junho de 1997 e concluída em 52 dias ao custo de R$ 20,7 milhões. Mas, com apenas 13 quilômetros asfaltados, as obras cessaram.
Só em agosto de 2006 o governo federal emitiu nova ordem de serviço e, pelo cronograma, de Tibagi a pavimentação prosseguirá até Alto do Amparo, na Rodovia do Café (BR-376), perfazendo 82,4 quilômetros a serem concluídos em novembro próximo, ao custo de R$ 80 milhões. ''Um dia chega lá'', responde um funcionário da empreiteira C. R. Almeida aparentemente ''escaldado'' pela má-sina da BR.
Entrando no Paraná pelo Norte Pioneiro, a BR-153 estende-se de Jacarezinho a Ventania, 145 quilômetros, até a PR-090 (Rodovia do Cerne). Atento observador, o fazendeiro e cineasta Homero Camargo prevê que Ventania vai melhorar, pois a BR contornará o perímetro urbano a partir do trevo, permitindo que se desvie do Centro da cidade também o tráfego pesado da PR até as saídas para Tibagi e Piraí do Sul. Assim, permitirá que o pedaço urbano da PR ganhe características de avenida.
Mas por ser uma das rodovias de integração nacional - Transbrasiliana - que só falta ser concluída no Paraná, a BR fará crescer a economia regional, tal o fluxo, acredita Homero. ''Tibagi deixará de ser fim para ser meio'', resume, citando as possibilidades turísticas e agropastoris. O município, com o Canyon Guartelá e outras paisagens magníficas, é servido pela rodovia estadual (PR-340) de Castro a Ortigueira (leste-oeste), mas a BR-153, a partir da divisa de São Paulo, representará o fluxo norte-sul no sentido de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Quando chegar a Alto do Amparo não significará, porém, a conclusão no Paraná. Dali em diante não existe sequer o traçado até Imbituva, distante 80 quilômetros pela BR-376 e BR-373. De Imbituva à divisa de Santa Catarina, pouco mais de 200 quilômetros, a Transbrasiliana encontra-se pavimentada, à exceção de 18,6 quilômetros entre Paulo Frontin e Paula Freitas.


