O delegado Jurandir Gonçalves André, do 3º Distrito Policial (DP) de Londrina, localizado no Jardim Bandeirantes (zona oeste), determinou ontem que um único policial lotado naquele distrito passe a fazer as revistas nas celas com detector de metais. O serviço não entrará mais em escala de revezamento como vinha sendo feito e o policial será, a partir de agora, o responsável por objetos de metal que venham a ser encontrados nas celas. A ordem foi dada depois que cinco presos fugiram na madrugada de domingo, depois de cavarem um túnel de quatro metros de comprimento.
Segundo o delegado, a fuga de domingo demonstrou que há sérias falhas estruturais no prédio do 3º Distrito. ‘‘A estrutura física do prédio não oferece condições para carceragem se não houver revistas diárias. Com objetos de metal, os presos conseguiram cavar um túnel onde deveria ser impossível’’, explicou. Com a determinação baixada, André quer evitar que os presos tenham acesso a serras e brocas, o que poderia facilitar novas fugas. ‘‘O policial destacado para este serviço é um dos que melhor tem respondido profissionalmente em suas funções’’, afirmou.
De acordo com o delegado, o inquérito para apurar as responsabilidades já foi praticamente concluído. Ele, porém, não quis apontar culpados. ‘‘Nós já fizemos sugestão à chefia da 10ª Subdivisão Policial de Londrina para remanejamento de pessoal, já que ficou claro que temos alguns funcionários que não estão respondendo bem por suas funções’’, explicou. O problema, segundo ele, é que falta de efetivo pode impedir as readequações no quadro de pessoal. ‘‘Mas há a expectativa de isso aconteça’’, informou.
A fuga dos presos aconteceu entre 5 e 6 horas da manhã de domingo. Eles escaparam por um buraco com pouco mais de 40 centímetros de diâmetro. O túnel ligava o interior das celas a um pequeno pátio que separa os setores carcerário e administrativo. O 3º Distrito, com capacidade para 32 presos, abrigava 87 homens no último sábado. Até ontem, nenhum fugitivo havia sido recapturado.

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