Nova mancha é identificada no litoral
Michele Muller
De Curitiba
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) constataram a existência de uma outra mancha de óleo no litoral do Paraná, que até
sábado não havia sido avistada. Tudo indica que tenha a mesma origem da primeira mancha, identificada na quinta-feira na divisa entre os litorais de São Paulo e Paraná. Ainda não foram calculadas sua extensão e a distância exata em que se encontra.
Hoje, pela manhã, os técnicos do IAP e Ibama se reúnem para decidir como será feito o monitoramento da mancha de óleo. A princípio, helicópteros irão sobrevoar a região a cada dois dias, com o objetivo de acompanhar a direção que o óleo está tomando.
O último sobrevôo foi feito no início de sábado, quando a equipe constatou que a primeira mancha havia sofrido uma redução de cerca de 40% em sua extensão, cuja medida inicial era de 40 quilômetros. Isso ocorreu devido à movimentação da maré, que faz com que a substância se dilua na água e passe a fazer parte do ecossistema marítimo.
Por se tratar de óleo vegetal, e não mineral, a desintegração acontece mais facilmente, esclarece o presidente do IAP, José Antônio Andreguetto. Ele afirma ser impossível, por enquanto, adiantar o tempo necessário para o desaparecimento total do óleo.
As duas manchas estão se deslocando em direção oposta à beira-mar, o que significa um menor prejuízo ao meio ambiente. Esperamos que elas continuem sendo levadas para essa direção. Mas temos que continuar acompanhando o deslocamento, pois não podemos prever com precisão o poder da natureza em relação à mudança de ventos e correntes.
Especialistas ainda não concluíram as análises do material coletado no mar. Os testes estão sendo feitos com o objetivo de descobrir se não há produto tóxico misturado ao óleo. Creio que não, pois isso já teria ocasionado a morte de muitos peixes. Mas não podemos descartar essa hipótese, diz Andreguetto.
Outro objetivo dos técnicos é verificar qual o produto que deu origem ao óleo. Isso vai facilitar as investigações realizadas pela Capitania dos Portos para localizar o navio responsável pelo derramamento. Também estão sendo analisadas fotos de satélite tiradas nos dias anteriores ao aparecimento da mancha para saber quando ela foi formada.





