Nova linha reduz perigo de blecaute
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sexta-feira, 08 de janeiro de 1999
Valmir Denardin 
Até o final de janeiro, a empresa Furnas Centrais Elétricas - estatal responsável pela distribuição da maior parte da energia produzida no Brasil - colocará em funcionamento a primeira etapa da terceira linha de transmissão da energia gerada pela Hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo. O principal resultado prático da medida será uma segurança maior de que não ocorrerá racionamento em caso de acidentes no sistema.
Entre novembro de 1997 e abril do ano passado, dois vendavais derrubaram 17 torres nas duas linhas de transmissão atualmente em operação, provocando racionamento nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País. Itaipu produz 30% da energia consumida no Brasil e atende a essas três regiões.
A primeira etapa do terceiro circuito de transmissão se estende por 360 quilômetros, entre a usina, em Foz do Iguaçu, e a subestação de Furnas em Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana). Foi exatamente neste trecho que ocorreram os dois acidentes recentes - nos municípios de Vera Cruz do Oeste (queda de dez torres, em 2 de novembro de 97) e Campina da Lagoa (sete torres, em 6 de abril de 98).
Depois desses acidentes, Furnas decidiu reforçar a estrutura das 730 torres - de ferro galvanizado - instaladas na terceira linha. Com altura média de 42,5 metros, elas foram projetadas para suportar ventos de até 190 quilômetros por hora. As estruturas das linhas atuais podem suportar ventos de, no máximo, 150 quilômetros por hora.
Além de dar mais confiabilidade à transmissão de energia, o terceiro circuito vai ampliar a segurança e o tempo para a manutenção do sistema, disse à Folha o engenheiro Wanderlei de Castro Teodoro, chefe substituto do Departamento de Produção de Furnas no Paraná. Até agora, só podíamos trabalhar na manutenção de madrugada e nos finais de semana, quando a demanda de energia é menor.
A construção do terceiro circuito foi iniciada em novembro de 97. Segundo Teodoro, a obra custou R$ 22 milhões e envolveu 1.200 mil operários, de três empreiteiras. Atualmente, Furnas desenvolve projetos para iniciar a implantação do segundo e último trecho (cerca de 450 quilômetros) do terceiro circuito, entre Ivaiporã e a subestação de Tijuco Preto, em São Roque (a 42 km São Paulo).Crhistian RizziDistribuiçãoNova linha tem 360 quilômetros, entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã; obra teve custo de R$ 22 milhões e durou 13 mesesFurnas vai colocar em funcionamento este mês terceiro circuito de transmissão, num trecho onde são comuns os vendavais


