Uma nova concorrência realizada pela Prefeitura de Campo Mourão vai reduzir os gastos do município com coleta de lixo e varrição de ruas em 17,10%, representando uma economia de R$ 14,4 mil por mês. A redução aconteceu porque a prefeitura abriu licitação definindo como máximos os valores cobrados pela Construfert, empresa que atualmente presta os serviços na cidade. A vencedora da concorrência foi a Engelétrica, de Cascavel.
Atualmente, a prefeitura de Campo Mourão gasta, em média, R$ 84,3 mil por mês com os serviços terceirizados de coleta de lixo e varrição de ruas. Como a nova concorrência, esse valor vai cair para R$ 69,8 mil. A coleta de lixo domiciliar, por exemplo, teve uma redução de 17,81%. A tonelada de lixo recolhida caiu de R$ 40,28 para R$ 33,27.
O preço do quilômetro linear de varrição de ruas será reduzido em 17,78%, caindo de R$ 9,90 para R$ 8,14. A maior redução, no entanto, ocorreu na coleta de lixo hospitalar: 34,48%. O preço do quilo de lixo hospitalar recolhido caiu de R$ 1,25 para R$ 0,82. Em Campo Mourão são recolhidos 10 mil quilos de lixo hospitalar por mês. Lixo doméstico são 45 toneladas por dia.
A Engelétrica Construções só deve começar a operar em Campo Mourão em setembro. Atualmente a empresa faz o serviço de coleta de lixo em Cascavel. O edital de licitação lançado pela prefeitura foi adquirido por dez empresas, mas apenas a Engelétrica e a Consita, de Belo Horizonte-MG, apresentaram propostas.
O secretário municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente, Ademir Moro Ribas, disse que a ausência de propostas da Construfert, que está na cidade há seis anos e tem 75 funcionários, foi ‘‘uma surpresa’’. A matriz da empresa, em São José do Rio Preto (SP), informou que os atuais custos de operação inviabilizavam a apresentação de preços competitivos.
‘‘Forçamos a redução dos preços’’, ressaltou Moro Ribas. Isso aconteceu porque os preços pagos atualmente foram definidos como máximos no edital de licitação. Apesar da queda, o secretário descarta a possibilidade de haver queda na qualidade dos serviços. ‘‘O edital é bem claro.’’
A Secretaria de Fazenda informou que mesmo com a redução o serviço continua deficitário. As taxas cobradas junto com o IPTU não pagam os custos da prefeitura. No ano passado, o município teria gasto R$ 1 milhão com o serviço e arrecadado apenas R$ 600 mil com as taxas de limpeza.

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