Nova lei de zoneamento
prevê recuos de prédios
O curitibano do ano 2000 terá mais luz solar que o das últimas décadas do século XX. Para isso foi incluída na nova Lei de Zoneamento do município, que entra em vigor dia 4 de abril, a polêmica ampliação dos recuos laterais mínimos para as construções civis comerciais e residenciais. Esse aumento é considerado por técnicos como uma vitória da qualidade de vida contra a especulação imobiliária.
Com a nova legislação, todas as construções, em qualquer região da cidade, terá que ser recuado das divisas laterais a pelo menos a um sexto da altura do prédio. É a famosa fórmula H/6. Ou seja, para um prédio de 30 metros de altura (10 andares), a construção terá que ficar pelo menos cinco metros distante de cada limite lateral. Até hoje, esses recuos variam de acordo com a ocupação permitida para cada região da cidade.
Nas vias estruturais, onde a prefeitura incentiva a verticalização, os recuos são mínimos. Chegam no máximo a 2 metros da divisa do terreno. O resultado é que as torres erguidas uma ao lado da outra criam grandes ‘‘paredões’’, prejudicando a insolação e circulação de ar nos apartamentos mais baixos. Isto significa menor qualidade de vida.
A proposta gerou polêmica porque reduziu o potencial de lucratividade que os terrenos centrais ofereciam à especulação imobiliária. A possibilidade de perder dinheiro foi o grande entrave para a aprovação dos novos recuos.
‘‘Não estamos preocupado em oferecer ou tirar rendimentos comerciais, diz o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa. (E.C.)