Josoé de CarvalhoBarbosa: ‘Em janeiro, número de atendimentos voltará ao normal’Arlindo Barbosa, chefe da 12ª Ciretran, atribui as filas dos últimos meses à nova legislação de trânsito, que será implantada no primeiro semestre do próximo ano: como a lei vai exigir exames mais rigorosos com os novos motoristas, a procura para quem quer tirar a primeira habilitação triplicou. Até agosto, a procura mensal pela CNH era de 40 por mês; a partir de 15 de agosto, passou para 60; em 1º de novembro, a procura pulou para 90 e a expectativa para dezembro é de 120 novas carteiras.
‘‘Outros serviços acabam sendo prejudicados porque temos que transferir funcionários de uma sessão para atender essa demanda’’, aponta Barbosa. ‘‘Em janeiro, o número de atendimentos deve voltar ao normal.’’ Além da diminuição do número de CNH, a Ciretran de Londrina está em fase de ajuste do novo sistema de computador, que pode agilizar o atendimento.
Outro problema facilmente encontrado na Ciretran é a dificuldade em conseguir informações. Por telefone, por exemplo, não pode. A pessoa tem que ir até o local para saber quais os documentos para a transferência de proprietários de automóvel; ou qual o valor da taxa; ou quais as condições ideais de um carro para vistoria; ou então o que fazer quando se perde um recibo de transferência.
‘‘O usuário não está preparado para receber informação por telefone e distorce tudo. Cada informação que é passada por telefone vira uma briga depois’’, justifica Barbosa, sobre a decisão de dar informações apenas pessoalmente. ‘‘E também não podemos premiar aquele que está em casa em prejuízo de quem veio até aqui.’’
O outro motivo, segundo o chefe da Ciretran, é a falta de estrutura para atender os usuários. ‘‘Se tivéssemos uma estrutura maior sem dúvida seria melhor. Mas isso é sonho.’’
(Lúcio Horta)

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