Curitiba - O novo modelo de gestão das unidades de saúde 24 horas de Curitiba, segundo a Secretaria Municipal de Sa© úde, deve desafogar os setores de pronto-atendimento dos três hospitais universitários da Capital, com redução de até 40% no número de consultas. A estimativa se baseia no fato de que muitos casos poderão ser resolvidos na própria unidade, sem necessidade de encaminhamento para um atendimento hospitalar. As cinco unidades de saúde 24 horas atendem uma média diária de 750 pacientes.
Para o médico Antônio Rocha Gonçalves, do Hospital Evangélico, o atendimento ao trauma em Curitiba já está bem estruturado. ‘‘Já os casos de urgência/emergência sempre foi uma complicação porque existe uma demanda reprimida na porta dos hospitais por falta de estrutura nas unidades de saúde 24 horas’’, afirmou ao opinar sobre os ganhos em qualidade que o novo sistema trará para o setor.
Os argumentos apresentados pelo secretário de Saúde, Michele Caputo Neto, ainda não convenceram o vereador petista Tadeu Veneri. Ele promete protocolar denúncia junto ao Ministério Público Estadual e do Trabalho na próxima semana contra a decisão da Prefeitura de Curitiba de terceirizar o atendimento médico nas unidades de saúde. Além de considerar a medida ilegal por conta da escolha dos hospitais sem licitação, Veneri acredita que a prefeitura está transferindo uma responsabilidade que é do poder público. O vereador também acusa a falta de transparência e discussão do novo modelo.
O Fórum Popular de Saúde também está disposto a continuar polemizando a medida. A entidade está organizando um ato público na próxima segunda-feira em frente a Unidade de Saúde 24 horas Sítio Cercado para chamar a atenção da opinião pública.

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