Maigue Gueths
De Curitiba
O frio intenso, que fez a temperatura mínima bater recorde em muitas cidades do País, em especial nas regiões Sul e sudeste, começou a ceder ontem. A massa de ar polar, responsável pelo frio, está se deslocando rapidamente em direção ao Oceano Atlântico. Com isso, ontem mesmo houve elevação nas temperaturas em todo o Estado. A previsão é que a temperatura continue aumentando gradativamente até o final de semana. Mas uma nova frente fria, que no momento está no Sul da Argentina, pode estragar o próximo final de semana, trazendo chuvas para o Paraná a partir de domingo.
O aumento da temperatura, ontem, surpreendeu até mesmo os meteorologistas, que esperavam uma elevação mais gradativa. Isto aconteceu, segundo o meteorologista Tarcízio Valentim da Costa, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), porque o centro da massa de ar polar não está mais sobre o Brasil. A cidade de Cascavel, na região Oeste, registrou a menor temperatura ontem, com 5,3 graus centígrados. Em Curitiba, os termômetros marcaram mínima de 8,1 graus, e em Palmas, 6,7 graus.
Apesar do aumento da temperatura, o tempo deve continuar chuvoso na região Leste do Estado, do Litoral até Curitiba no dia de hoje, em função do deslocamento de umidade e baixa nebulosidade causados pelo movimento da massa de ar polar em direção ao oceano. A previsão para hoje, em Curitiba, é de mínima de 9 graus e máxima de 16 graus e, em Londrina, entre 10 a 22 graus.
Apesar das baixas temperaturas, a procura pelos albergues e centros de apoio aos viajantes e sem-teto, em Curitiba, não teve aumento significativo nos últimos dias. Apenas o albergue noturno da Federação Espírita do Paraná, que recebe diariamente cerca de 75 pessoas, ampliou o atendimento, acolhendo nos últimos três dias 85 desabrigados, que procuram o local para dormir.
Nos serviços de saúde, o movimento também não tem tido aumento. Isto acontece, segundo os médicos, porque o inverno está no fim e a maioria das pessoas já adquiriu as doenças desta época. ‘‘Basta diminuir a temperatura para aumentar os casos de bronquite. Mas mesmo assim, nosso movimento não foi fora do normal’’, diz o diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe, Ivan Beira Fontoura. Para ele, a sorte foi que este frio tão intenso aconteceu apenas no final do inverno, causando poucas consequências à saúde. Segundo ele, a maioria das crianças já pegou os vírus da gripe e agora está imune.

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