Nova estratégia para reduzir acúmulo
Curitiba - Para dar vazão à pilha de inquéritos criminais, a atual gestão do MP decidiu implementar uma nova estratégia de atuação. Começou por melhorar a estrutura de pessoal da Promotoria de Inquéritos Policiais (PIP), aumentando a equipe de promotores de cinco para 12. O passo seguinte foi fazer um levantamento dos inquéritos, classificando-os pelo tipo de crime, e estabelecer um planejamento para colocar o trabalho em dia.
De acordo com o procurador que coordena a equipe da PIP, Hélio Airton Lewin, havia cerca de 36 mil inquéritos em poder da PIP, no final de junho, quando os trabalhos começaram. A intenção, esclareceu ele, não é zerar o acúmulo de documentos. O que se pretende é ''estabelecer uma atuação mais eficaz'' para regularizar o andamento dos trabalhos. Ele estima que cada promotor possa atuar com uma média de 200 a 300 inquéritos por mês.
Lewin reconhece que o número de promotores, apesar da ampliação do quadro da PIP, ainda é insuficiente diante da demanda de trabalho. ''Por questões orçamentárias e legais, não foi possível criar novos cargos.'' A expectativa, segundo ele, é que sejam criadas novas promotorias em 2009. Segundo o MP, haveria um déficit de 136 membros em comparação com o Judiciário. A carência maior de promotores, informou Lewin, é na área criminal. Ele sugere que é necessário melhorar, também, a estrutura das varas criminais que recebem as denúncias do MP. (A.L.)





