Nova estação reforça abastecimento na RMC
Curitiba - O sistema integrado de abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana ganhará um reforço de 1 mil litros por segundo, a partir desta segunda-feira, quando entra em operação a Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava. Localizada em São José dos Pinhais, a unidade abastecerá, além de parte deste município, bairros da região sul de Curitiba, Fazenda Rio Grande e parte de Araucária, abrangendo uma população aproximada de 440 mil habitantes.
A expectativa dos dirigentes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é que o novo sistema -onde foram investidos R$ 143 milhões- garanta tranquilidade no abastecimento da Grande Curitiba, durante os períodos de maior consumo, pelo menos, nos próximos sete anos. Até lá, a ETA Miringuava deve dobrar sua produção, passando a produzir 2 mil litros por segundo, com a entrada em operação da Barragem do Rio Miringuava, prevista para 2015. A unidade poderá, então, abastecer cerca 800 mil pessoas.
De acordo com o diretor-presidente da Sanepar, Stênio Jacob, o projeto da barragem do Miringuava já foi discutido em audiências públicas e está em fase de elaboração dos estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA).
Com o reforço da ETA-Miringuava, o sistema atual (Iraí, Iguaçu e Passaúna), que opera no limite, em horários de pico de consumo, produzindo 9,1 mil litros/segundo, ganha uma folga, afastando os riscos de desabastecimento. O novo sistema dispõe de sete reservatórios, com capacidade para armazenar mais de 40 milhões de litros de água tratada.
Além de aumentar a capacidade de produção de água para fazer frente à crescente demanda, um outro investimento da Sanepar deve evitar problemas de abastecimento decorrentes de estiagens prolongadas. Até o final da semana que vem, a empresa deve fechar as comportas da Barragem do Rio Piraquara II para o início da formação do lago, que leva em torno de 280 dias. A represa deve armazenar quase 21 milhões de metros cúbicos e será um reforço importante na regularização da vazão dos rios que abastecem a Grande Curitiba.
A nova represa pode contribuir com uma vazão de 1.140 litros/segundo, em períodos de regime de chuva irregular, e junto das barragens Piraquara I e Iraí, suportar até seis meses de estiagem sem que sejam necessárias medidas de racionalização no abastecimento, garantiu Jacob. Em 2006, a Sanepar foi obrigada a adotar sistema de racionamento, durante os meses de julho a setembro.
O presidente da companhia não acredita que essa situação volte a se repetir, pois, este ano, não houve períodos significativos de seca, o que permitiu manter as barragens cheias. Em eventuais estiagens a partir de 2009, os mananciais já poderão ser supridos com a nova barragem, que até o final deste ano, deverá estar com 20% de sua capacidade, podendo ser usada, se necessário.
A Sanepar investiu R$ 5 milhões em ações mitigatórias na região da Barragem do Rio Piraquara II. A mais importante delas, segundo o gerente do ParanaSan, Sérgio Wippel, é a construção de uma vila agroindustrial, que deverá ficar pronta em oito meses.





