Nova escola acaba com turno intermediário
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segunda-feira, 21 de junho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Os moradores do Jardim Alto da Boa Vista, Zona Norte de Londrina, comemoraram, na manhã de ontem, a inauguração da Escola Municipal Jovita Kaiser, que tem capacidade para atender 650 alunos de pré a 4 séries do ensino fundamental. ''Moro aqui há 12 anos e esta reivindicação era muito antiga'', disse a vendedora Zenaide Avelino Garcia, de 38 anos. Infelizmente, o filho dela já terminou a 4 série e não pôde usufruir da escola. ''Era difícil e muitas mulheres não podiam trabalhar porque tinham que levar as crianças para escola. Era perigoso deixar elas atravessarem a avenida Winston Churchill sozinhas'', relembrou.
Quem ainda tem filhos pequenos agradeceu. ''Agora, minha filha vai poder estudar no período normal, a partir das 8 horas'', relatou a vendedora Marta Vargas, de 32 anos. Ela contou que durante a pré-escola e nos primeiros meses deste ano, a filha Natalia teve que frequentar a Escola Municipal Moacyr Camargo Martins, no Conjunto Parigot de Souza (Zona Norte), no período intermediário, das 11 horas às 14h30, devido à lotação.
''Com esta escola acabamos com este problema (turno intermediário) na rede municipal. Somente os alunos do Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul) continuam com este período. Mas são os estudantes da rede estadual que usam o prédio da prefeitura'', explicou a secretária municipal de Educação, Carmem Baccaro Sposti.
O investimento na obra foi de R$ 845.547,08 e possibilitou a construção de 10 salas de aula, duas salas de contraturno, biblioteca, sala de direção, entre outros. A estrutura também impressionou os pais e alunos. ''Minha filha nem dormiu no primeiro dia de aula. Ela adorou a quadra, porque na escola anterior batia muito sol'', contou Marta. As aulas começaram em maio de 2004.
Ainda ontem, o prefeito Nedson Micheleti (PT) inauguraria a Escola Municipal Pedro Vergara, na Zona Leste. Com um investimento de R$ 218.862,90, o prédio foi reformado e ampliado. As barreiras arquitetônicas também foram eliminadas para facilitar o acesso dos cinco alunos especiais do colégio. A verba das duas obras vieram do Fundo de Manutenção e Desenvolvimentos do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef).


