O juiz da Vara de Execuções Penais e da Corregedoria dos Presídios de Londrina, Roberto Ferreira do Valle, instalou em seu gabinete o Conselho da Comunidade de Londrina. O Conselho é formado por nove membros com o objetivo de visitar mensalmente os estabelecimentos penais da comarca, casas de albergados, hospitais de custódia e ambulatórios para tratamentos psiquiátricos de presos.
Os conselheiros devem entrevistar os presos e apresentar relatórios mensais ao juiz e ao Conselho Penitenciário. Devem ainda diligenciar a obtenção de recursos materiais para melhor assistência ao preso ou internado. O juiz nomeou como conselheiros João dos Santos Gomes Filho, Walter Bitar, Joed Lamônica Crespo, José Lopes de Oliveira, Márcia Helena Carvalho Lopes (ex-secretária municipal de Ação Social), Giane Figueiredo, Édina Mariene Rocha, Neusa Hernandes Fernandes e Eliseu Ferreira Perez. Eles terão como primeira tarefa a elaboração do estatuto da entidade.
O juiz disse que o Conselho deveria ter sido organizado desde a inauguração da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), em 1994. ‘‘O atraso se deu devido à falta de um local para sua instalação’’. A instalação do Conselho está prevista na Lei de Execução Penal e no Código Penal.
Roberto do Valle disse ontem que a situação dos distritos policiais de Londrina continua a mesma em relação à superlotação de presos. ‘‘Estamos com uma média de 215 presos/dia e não temos a expectativa de ver resolvido o problema.’
A capacidade dos DPs é de 104 presos. O juiz enfatizou que já se passaram 15 dias da visita do Fórum Permanente de Segurança ao governador Jaime Lerner (PFL), e até agora nada foi anunciado sobre a licitação das obras da Cadeia Pública. O governador havia prometido providências para a semana seguinte à visita.
Para o juiz, a solução definitiva para os problemas causados pela superlotação dos DPs está na construção da Cadeia. Ele espera que o governador assine hoje, em Londrina, a autorização para a licitação e que as obras tenham início ainda este mês.

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