Nova diretoria da TCGL assume hoje
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quarta-feira, 02 de abril de 1997
Lucília Okamura 
Josoé de CarvalhoPlanosConstantino: Grande desafio será oferecer serviço igual ou melhor ao que vinha sendo efetuadoA venda da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) para três empresas de São Paulo foi comunicada oficialmente ontem à tarde ao prefeito Antonio Belinati (PDT). O diretor da TCGL, José Barbosa Lopes, e os diretores Pedro Constantino e Paulo Sérgio Bongiovani entregaram a Belinati o requerimento solicitando a anuência do prefeito para a transferência do controle acionário. O negócio, segundo eles, foi fechado ontem e os novos diretores assumem a empresa ainda hoje. A família Lopes ficou à frente da TCGL durante 40 anos. A mudança no controle acionário não implicará na mudança de nome da empresa.
As negociações sobre a compra da TCGL começaram no dia 25 do mês passado, segundo informou Pedro Constantino. As três holdings que compraram a TCGL são a Max Empreendimentos e Participações Ltda, de Presidente Prudente (SP), Áurea Administração e Participações Ltda., de São Bernardo do Campo (SP), e a GPC Participações Ltda, de Maringá, que estão no ramo do transporte coletivo há 30 anos.
As três empresas são dirigidas por Pedro Constantino, Paulo Bongiovani, Renato Ferreira de Carvalho e Joaquim Constantino Neto. Segundo Pedro Constantino, as holdings atendem cerca de 10 municípios, que incluem a região metropolitana de São Paulo. A frota é de cerca de cinco mil veículos e empregam 30 mil pessoas.
Tanto os diretores da TCGL quanto das holdings vinham, há vários dias, negando a transação comercial. Ontem, José Lopes explicou que foi à Prefeitura comunicar oficialmente a venda. Ele alega não existir nenhum motivo especial para a venda da TCGL. Em toda atividade chega um momento de sair dela. José Lopes afirma que a venda foi decidida pelos diretores da TCGL - além de José Lopes, Pedro Barbosa Lopes, Manoel Barbosa Lopes, Maria Lopes Kireeff e Alekcey Wladimir Kireeff. José Lopes preferiu omitir os valores da transação, mas comentou sobre a imprensa ter noticiado que a empresa foi vendida por R$ 60 milhões ou R$ 70 milhões. Quando li no jornal (sobre os valores) vi como sou mau negociador, ironizou. não sabia que valia tanto.
Sobre o fato de ter de deixar uma empresa depois de 40 anos, José Lopes observou que é como a perda de um irmão mais novo. No entanto, ele acredita que a Cidade vai ganhar muito com a troca acionária da empresa. Vai melhorar e muito o serviço porque a experiência que esse pessoal tem no transporte é superior à nossa. A família Lopes não abandona totalmente o setor, já que continua com a Transportes Coletivos Ltda (TIL), que faz o transporte intermunicipal.
Pedro Constantino diz que a compra da TCGL representa mais um investimento e que o grande desafio será oferecer um serviço igual ou melhor do que vinha sendo efetuado. Ele acredita que não será preciso fazer muitas alterações na TCGL porque se trata de uma empresa organizada e estruturada.
Sobre as ações que estão tramitando na Justiça, Pedro Constantino admite que elas poderão ser retiradas. As ações foram impetradas pela diretoria da TCGL e impedem que a Prefeitura realize licitação para o transporte coletivo na cidade - o contrato exclusivo de concessão entre a empresa e a Prefeitura venceu em janeiro deste ano. Se uma ou duas empresas prestam um excelente serviço, o que ganha a população com três, quatro ou cinco empresas?, disse Constantino, sobre o fato da Prefeitura querer fazer a licitação.


