Rubens Burigo Neto
De Curitiba
A Sanepar voltou a afirmar ontem que o surgimento de buracos em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, tem origens naturais e não estão sendo provocados pela exploração de água do Aquífero Karst. Esta versão é sustentada por moradores e pela prefeitura da cidade. ‘‘A formação do solo de toda a região entre os municípios de Campo Largo e Bocaiúva do Sul é calcárea. Portanto, é bastante comum que surjam dolinas (depressão afunilada, produzida pela dissolução de terra em regiões calcárias)’’, garantiu o gerente de hidrogeologia da empresa, Arlineu Ribas.
Ontem surgiu mais uma ‘‘cratera’’, na Rua Venâncio Trevisan, em frente à Escola Cenesista João Batista Lovato Sobrinho. O buraco tem mais de 2 metros de profundidada e quase a mesma medida de circunferência. ‘‘Estamos bastante preocupados com o que pode acontecer, porque não sabemos como é debaixo de nossa casa’’, afirmou a dona de casa Natalina Aparecida Soto da Silva. A casa da família dela também fica em frente ao buraco, só que a 10 metros do nível da rua. Ela mora em frente à escola há 2 anos e meio. Não há nenhum poço, do Aquífero Karst ou artesiano construído na região.
A diretora da escola, Simone Lazaroto, disse que está preocupada com a segurança dos 250 alunos. Ainda ontem ela e o presidente da Associação de Pais e Mestres, Osmir Alberti, tentaria solicitar à Prefeitura de Colombo para que isolasse o local próximo do buraco. ‘‘Nossa preocupação é que possam surgir outros’’, salientou Alberti. Técnicos da Sanepar visitaram o local e garantiram que o buraco é mesmo uma dolina e que está bem perto de uma outra, que foi fechada há alguns anos.
Anteontem na localidade de Capivari surgiram dois buracos. Um deles com 2 metros de diâmetro e outro, 1 metro. Eles foram descobertos há três dias e estão a pouco mais de um metro da calçada da residência do funcionário público Pedro Ivo Zanetti. Mesmo com o perigo que ameaça a estrutura da casa, ele e a família se recusam a sair do local. Segundo a assessoria da Sanepar, os indícios revelam que estes problemas não foram causados pelo poço da empresa, que está situado a cerca de 150 metros da casa. ‘‘É consequência natural, da incidência de dolinas’’, informou anteontem a assessoria.

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