A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) marcou para o dia 8 de janeiro de 2002 a abertura dos envelopes das participantes da licitação para contratação da empresa que vai fazer a coleta de lixo em Londrina. Na primeira etapa, a CMTU avalia a habilitação técnica das concorrentes.

A licitação havia sido suspensa em 18 de setembro, depois que a empresa Júlio Simões Transportes e Serviços, de Mogi das Cruzes (SP), conseguiu liminar judicial para poder participar do processo. A empresa não se enquadrava num dos critérios estabelecidos pelo edital: experiência de dois anos em cidades com no mínimo 225 mil habitantes. A liminar ainda não foi derrubada e a Júlio Simões, segundo a CMTU, poderá concorrer fazendo uma outra proposta.

Para evitar novos questionamentos, a CMTU modificou o dimensionamento do serviço. As empresas agora terão que comprovar experiência em coleta de pelo menos seis mil toneladas mensais de lixo domiciliar, 18 toneladas mensais de lixo hospitalar e varrição média de 1.500 quilômetros mensais. Mesmo assim, o presidente da CMTU, Wilson Sella, considerou que o processo não está isento de discussão. Outra novidade do edital é a exigência que os 16 caminhões da frota da empresa a ser contratada sejam zero-quilômetro. Além da coleta de lixo domiciliar, hospitalar e a varrição, a vencedora da licitação fará a manutenção do aterro sanitário.

Como 29 empresas já haviam retirado o primeiro edital, Sella espera que a concorrência possa reduzir o preço máximo de R$ 650 mil mensais para a execução dos serviços. No período integral do contrato, previsto para cinco anos, o valor atinge R$ 39 milhões. Atualmente, a Vega Ambiental recebe R$ 510 mil por mês pelos serviços, num contrato emergencial que vigora até 8 de abril de 2002.

O edital vai estar disponibilizado a partir de amanhã no site www.londrina.pr.gov.br, no serviço licitações.

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