Curitiba - Desde 1974, o sistema de lixo é terceirizado em Curitiba. A última licitação aconteceu em 1996, conforme a Lei 8.666, que prevê contratos de no máximo cinco anos. A Cavo venceu e há cinco anos faz a coleta de lixo domiciliar, de recicláveis, serviços de saúde, varreção de rua, limpeza de córregos, etc.
O aterro de Caximba – que atende Curitiba e 13 municípios da região metropolitana – recebe 2,4 mil toneladas de lixo por dia, e estará com sua capacidade esgotada no início de 2003. Hoje, 20% desse lixo é reciclado, sendo 360 ton/dia pegos pelos carrinheiros (sem ônus para a prefeitura) e 70 ton/dia pela Cavo, que ganha R$ 35,00 por tonelada.
Desta vez, a prefeitura optou por fazer um contrato de concessão por 20 anos prorrogáveis por mais cinco. A empresa ficará responsável apenas pelo lixo domiciliar convenional e reciclável, além de atendimentro indireto a comunidades com pouco acesso.
Outros serviços como a coleta de material de saúde, varredura de ruas e limpeza de córregos serão objeto de outras licitações. Durante os 20 anos de concessão, a empresa receberá as tarifas, mas terá que pagar às prefeituras R$ 3,5 milhões ao ano, a título de outorga, totalizando 70 milhões.
Hoje paga-se, junto com o IPTU, uma taxa anual pelo serviço de lixo cujo valor é variável conforme o tamanho e características do imóvel. Pelo novo modelo, o usuário vai pagar uma tarifa mensal, conforme a produção por domicílio.
Pelo sistema atual, 54 mil contribuintes são isentos da taxa de lixo. Pelo novo sistema, todos vão pagar. A prefeitura criou a chamada tarifa social de R$ 3,00, para quem ganha até três salários mínimos.

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