Marcelo AlmeidaAlternativaWilson Michaelis: ‘‘Geralmente, a operação é feita em pacientes muito debilitados, que provavelmente não aguentariam uma cirurgia clássica’’,Uma operação mais simples e menos agressiva que as cirurgias clássicas pode curar pacientes com aneurisma de aorta abdominal. O assunto é um dos temas de destaque do 32º Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, que acontece em Curitiba até o próximo sábado, no Colégio Santa Maria.
O aneurisma é a dilatação da artéria e ocorre principalmente em pessoas a partir dos 50 anos de idade que tenham problemas de saúde como pressão alta.
A nova técnica consiste na colocação de endopróteses na aorta abdominal - a artéria mais grossa do organismo, que sai do coração em direção aos membros inferiores.
O procedimento evita a abertura da região abdominal durante a operação. Os médicos introduzem a endoprótese por meio de cortes na região da virilha. A técnica, desenvolvida há cerca de três anos nos Estados Unidos e França, começou a ser aplicada no Brasil desde o ano passado.
Segundo o angiologista e cirurgião vascular Wilson Michaelis, a colocação de endopróteses é indicada em casos muito específicos e bem orientados. ‘‘Geralmente, a operação é feita em pacientes muito debilitados, com problemas cardíacos, hipertensos ou diabéticos, que provavelmente não aguentariam uma cirurgia clássica’’, comenta ele.
A recuperação é mais rápida que nas cirurgias tradicionais. Quando o resultado não é satisfatório o paciente tem que passar por uma nova cirurgia.
Wilson Michaelis observa que o aneurisma na aorta abdominal é detectado por meio de pulsações na região da barriga, além de dores e mal estar. ‘‘Se não houver um diagnóstico e uma orientação correta, há muito risco de ruptura da artéria’’, disse.
O diagnóstico em pessoas obesas é mais difícil, e a operação é indicada em casos de grande dilatação. Segundo o cirurgião vascular, a doença ocorre por fatores genéticos e por fragilidade nas paredes das artérias. ‘‘O depósito de cálcio nas paredes vai enfraquecendo as fibras musculares. Com isso, a artéria dilata e não volta ao seu estado original, como normalmente ocorre a cada batimento cardíaco’’, explica.
O 32º Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular reúne cerca de 1,5 mil médicos de todo o País, além de 21 especialistas estrangeiros em angiologia e cirurgia vascular. Os participantes estão discutindo temas como varizes, aneurismas e tromboses.

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