Com o repasse do coquetel de medicamentos para o tratamento de aidéticos em andamento e a contratação de uma dermatologista sanitarista para o atendimento dos hansenianos, a nova chefe da 17ª Regional de Saúde, a médica sanitarista Valquíria Brum, afirma não ter grandes problemas para enfrentar. A médica assumiu o cargo na semana passada, substituindo Agajan Der Bedrossian, que foi para a superintendência da Autarquia Municipal de Saúde. Valquíria tem uma proposta de trabalho em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). ‘‘Vamos fazer o melhor para que o SUS tenha a mesma credibilidade de um programa privado.’’


Médica Valquíria
Brum ocupa chefia
no lugar de Agajan
Der Bedrossian

Segundo a chefe do Centro Regional de Especialidades do Estado (CRE), Cristina Gil, as regionais começaram a receber o coquetel para tratamento da Aids esta semana. O primeiro lote de Londrina deve chegar nos próximos dias. Gil explica que o Estado priorizou as regionais que estão implantando o atendimento aos aidéticos. O Estado está enviando uma remessa para três meses. Para não interromper o tratamento de 150 pacientes em Londrina, foi solicitada uma antecipação de 2,7 mil comprimidos de um dos componentes do coquetel.
Valquíria Brum acredita que com a regularização do fornecimento do coquetel o número de doentes de Aids atendidos pela 17ª Regional deva aumentar. ‘‘O Estado deve chegar a um ponto de atender todos os aidéticos.’’ Até janeiro está prevista uma reunião do Ministério da Saúde para treinar os técnicos locais sobre o atendimento a Aids.
Resolvida a falta de dermatologista sanitarista para os hansenianos, o CRE pretende, segundo Cristina, implantar um serviço preventivo das incapacidades físicas dos pacientes. ‘‘Eles vão perdendo a sensibilidade nas extremidades do corpo e precisam ser orientados para evitar maiores danos.’’ O CRE tem 400 pacientes de hanseníase de Londrina e região.

mockup