Nova área para lixão ainda gera impasse
Curitiba - A ação dos alunos toca em uma questão importante e é mais um capítulo do impasse que envolve a escolha da área, que receberá o lixo de Curitiba e outras 15 cidades integrantes do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos. O atual aterro sanitário, no bairro Caximba, em Curitiba, está com sua capacidade esgotada e deverá ser desativado até o meados deste ano.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já apontou o município de Mandirituba, também na Região Metropolitana de Curitiba e vizinho a Fazenda Rio Grande, como favorito para receber a nova usina de reciclagem de resíduos - que integrará o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento (Sipar). De acordo com o órgão, Mandirituba dispõe de uma área maior - de 180 hectares - e nela o impacto ambiental no solo e nos mananciais seria menor.
Entre 30 locais analisados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), três foram considerados ideais para o novo lixão: o próprio bairro da Caximba, em Curitiba, onde hoje funciona o aterro, uma área em Fazenda Rio Grande, e outra em Mandirituba.
O prefeito de Mandirituba, Antônio Maciel Machado (PDT), quer a usina e está trabalhando para revogar a lei 483/2008, criada na gestão anterior, que proíbe a cidade de receber resíduos sólidos de outros municípios. A mensagem prevendo a revogação da lei deveria ser votada, na noite de ontem, na Câmara Municipal. A sessão não havia terminado até o fechamento desta edição.(T.A./Colaborou Diego Ribeiro)





