A Secretaria Municipal de Saúde realizou hoje (1) a quarta Audiência Pública para a prestação de contas do Sistema Único de Saúde (SUS), referente ao quarto trimestre de 2011. A reunião foi realizada na Câmara Municipal de Londrina.

Durante a audiência, foram apresentados os dados referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro, do ano passado, que se referem aos investimentos feitos por meio do Fundo Municipal de Saúde, em atendimento à Lei Federal nº 8.689/2003.

Atualmente, 134 instituições de saúde prestam serviços pelo SUS na cidade. Entre elas, 67 são instituições municipais, 43 privadas, 16 filantrópicas, quatro estaduais, três são unidades de ensino e uma é consórcio. Durante o último trimestre de 2011, foram realizadas 11.793 internações hospitalares na cidade, sendo que 3.066 foram feitas no Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HURNP) e tiveram, como valor médio, R$ 1.470,01.

Durante os três meses foram investidos R$ 19.978.048,89 em atendimentos de média complexidade, que englobam a maior parte das internações e exames laboratoriais realizados no município. Já para situações de alta complexidade, foram destinados R$ 10.332.342,04, que são casos de atendimentos feitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Outros R$ 5.827.184,12 foram gastos nas chamadas ações estratégicas que incluem tratamento de Terapia Renal Substitutiva (TRS) e outros procedimentos de alta complexidade que não atingem o teto dos recursos, como tratamentos oncológicos e cirurgias oftalmológicas. Ao todo, foram utilizados R$ 36.137.575,05, para atendimentos ambulatoriais e hospitalares durante o último trimestre de 2011.

De acordo com a Diretoria de Auditoria, Controle e Avaliação (DACA), da Autarquia de Saúde, Fátima Akemi Tomimatsu, mensalmente, são cadastradas 400 agendas de diversos prestadores de serviços e profissionais que atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Isso significa que são trabalhadas cerca de 100 mil consultas, todos os meses, através do SUS.

Segundo Fátima, a regulação eletiva das consultas, de acordo com o controle, distribuição, remanejamento e agendamento por especialidades, tem diminuído as filas de espera para atendimento e tem agilizado o atendimento daqueles com necessidades emergenciais, pois o serviço prioriza casos mais graves.

Outro ponto destacado pela Diretoria de Epidemiologia e Ações em Saúde (DEPIS) foi a diminuição do número de notificações da vigilância epidemiológica que caiu de mais de 7 mil, relativos ao trimestre anterior, para 1.810 notificações feitas de outubro a dezembro de 2011. Este número deve-se à queda significativa de casos de dengue confirmados na cidade.

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