Clássica, popular, hip-hop, folclórica. Não importa o estilo. A música é uma importante ferramenta de inclusão social, de identificação com a comunidade e para o desenvolvimento valores como responsabilidade e disciplina.

Em Londrina, a Academia de Música da Associação Guarda Mirim e a orquestra da Associação Solidariedade e Sempre (ASS) são dois projetos sociais que têm na vivência musical a base para moldar cidadãos. Esta semana, os alunos dos projetos se apresentaram no 36º Festival Internacional de Música de Londrina, que ocorre até o dia 21 de julho.

Com 40 integrantes entre 8 e 20 anos, a academia da Guarda Mirim iniciou as atividades em outubro do ano passado, derivada do projeto Soprando Melodias. A intenção é formar músicos e, futuramente, implantar um curso profissionalizante. Mas além de oportunizar o aprendizado de um instrumento e despertar para uma futura profissão, os alunos da academia recebem lições que mudam suas vidas.

Outro projeto de sucesso na cidade é o da Orquestra de Câmara da Associação Solidariedade e Sempre (ASS). Desde 2003, a entidade atende crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos com vulnerabilidade social. A intenção é oportunizar a vivência musical e desenvolver valores como responsabilidade, solidariedade e convivência social.

A diretora pedagógica do Festival Internacional de Música de Londrina, Magali Kleber, enfatizou que o aprendizado da música vai trazer impactos em outras dimensões da vida das crianças. Ela desenvolve a expressividade musical, criatividade, coordenação. Exige disciplina, concentração, e no trabalho em grupo exige prestar a atenção no colega. Ela desenvolve habilidades que só a música pode desenvolver.

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