Nota sustenta que prefeito é vítima
Mauro FrassonPM prosseguiu ontem com a limpeza e identificação do materialO prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari, enviou nota oficial à imprensa para desmentir mais uma vez supostas ligações com o cemitério clandestino de motores. A área é de propriedade do prefeito e foi descoberta sexta-feira por policiais militares do Serviço de Inteligência e procuradores da Promotoria de Investigações Criminais (PIC).
Nazzari continuou a sustentar que é vítima de um complô. No comunicado, ele disse que ‘‘grandes interesses políticos contrariados estão amparando essa criminosa campanha para tentar atingir politicamente pessoas honestas’’. O prefeito esclareceu que o terreno onde fica o cemitério está em litígio na Justiça e é usado por sua mineradora, a Brascal, para aterrar resíduos de calcário.
A Polícia Militar prosseguiu ontem com a limpeza e identificação do material desenterrado. De 170, o número de motores encontrados pulou para 200. Os policiais instalaram um lacre azul entre as peças para facilitar a identificação. O comandante-geral da PM, coronel Guaraci Moraes Barros, esteve ontem no cemitério e confirmou que as evidências indicam que os motores desovados no local foram furtados. Um caminhão-tanque do Corpo de Bombeiros de Curitiba está sendo usado para remover o barro que está preso nos motores.
‘‘A impressão que dá é de que foram colocados de última hora’’, comentou Barros. O coronel disse que não haverá problemas para levantar a origem dos motores. ‘‘Eles ainda estão com a numeração, nem sequer foram lixados’’. Barros estimou que as escavações prosseguirão por pelo menos mais dois dias. A PM suspeita que a área possa esconder cerca de 500 motores. Em valores, o comandante acha que o montante do que restou dos motores de carros como BMWs, Mercedes e picapes nacionais e importados chegue a R$ 1 milhão. (D.V.)

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