Nota rebate carta de C. Mourão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de abril de 1999
Sid Sauer 
A Secretaria de Estado de Segurança Pública negou ontem, através de nota da assessoria de imprensa, que Campo Mourão esteja sofrendo com a falta de segurança e que os pedidos do município não estejam sendo atendidos pelo governo estadual. A nota foi uma resposta à carta aberta que o Conselho Municipal de Segurança de Campo Mourão, juntamente com outras 15 entidades, incluindo a prefeitura, divulgou esta semana, com críticas à Secretaria.
A Secretaria de Segurança Pública diz que todos os pedidos de Campo Mourão já foram solucionados ou estão em fase de conclusão. O documento nega, por exemplo, que o secretário Cândido Martins de Oliveira não tenha cumprido a promessa de enviar à região de Campo Mourão uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil. A nota diz que a equipe está na região e prestes a uma elucidação final.
O fato da presença dessa equipe de investigadores não ter sido notada é perfeitamente compreensível, em face da natureza velada de seus serviços especiais, justifica o informe da Secretaria de Segurança Pública. A nota reconhece que atualmente é impossível o envio de mais policiais civis para a região, o que só poderá ser feito quando forem concluídas as etapas de um concurso para a admissão, em todo o Estado, de 760 investigadores e 180 escrivães.
Para rebater a informação de que Campo Mourão vive um clima de insegurança, a Secretaria usa dados do 11º Batalhão da Polícia Militar e diz que não houve aumento dos índices de criminalidade desde janeiro de 1998. Segundo o 11º BPM, 75% das ocorrências registradas na cidade são remoções de pessoas para hospitais e casos de embriaguez e desordens. Apenas o restante referem-se a delitos, como furtos, lesões corporais, roubos e homicídios.
O relatório assinado pelo sub-comandante do Batalhão, major Avelino José Novakoski, diz que foram executadas 9.318 providências nos últimos nove meses, incluindo a prisão de 789 infratores. Segundo ele, os policiais militares estão estrategicamente distribuídos pela cidade, sempre próximos dos locais das ocorrências.


