Em nota oficial divulgada no final da tarde de ontem, a Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu rechaçou as denúncias, sem contra-argumentar as duas denúncias mais graves: a ausência de um farmacêutico responsável no órgão e a ausência de um estabelecimento de dispensação de medicamentos cadastrados no Conselho Regional de Farmácia.
A nota se limita a dizer que ‘‘não procedem as acusações’’ feitas contra a secretaria. Segundo o comunicado, as 75 ampolas de cloridrato de meperedina (Dolantina) foram compradas para atender as necessidades do Pronto Atendimento Municipal (PAM), sem identificar os médicos que receitaram o medicamento. ’’(...) Receitados como potente analgésico para pacientes terminais de câncer, entre outras moléstias que causam dor extrema’’, diz a nota.
Procurado por telefone pela Folha, o secretário de Saúde, Sadi Buzanelo, não retornou ligação até às 19 horas. O secretário municipal de Comunicação Social, Mauri Konig, avaliou a denúncia de Aiex Neto como ‘‘inconsistente’’. ‘‘Não queremos polemizar o assunto’’, finalizou.
O médico José Elias Aiex Neto tem em seu currículo várias batalhas polêmicas envolvendo colegas e instituições de saúde. Ele já foi secretário de Saúde de Foz do Iguaçu e presidente da Associação Médica do Paraná. A polêmica mais recente levantada por Aiex foi a denúncia de maus tratos a pacientes do Hospital Vera Cruz, de Santa Terezinha de Itaipu (25 km ao norte de Foz do Iguaçu), o único da região que mantinha ala de psiquiatria.

mockup