O promotor de Justiça de Porecatu, Custódio Aparecido Pereira, chama a atenção para o grande número de ocorrências em Florestópolis e o perfil delas, principalmente os homicídios. ''Grande número de consumidores de drogas ilícitas não tem como 'custear' o vício. O furto e roubo acabam sendo uma prática comum dentro do mercado de drogas.''
Pereira afirma que no seu dia a dia de trabalho também há falta de participação da comunidade, através de denúncias, principalmente quando são ocorrências criminais graves. ''O tráfico difunde a ideia de que nessa área ninguém fala. O Disque-denúncia serve como antídoto eficaz contra esse receio'', afirma.
Outro dificultador do trabalho é o efetivo policial, considerado insuficiente. Ele reforça que antes se contava com um efetivo maior e menos crimes, o contrário da situação atual. ''Temos contado com o apoio do Batalhão da Polícia Militar de Rolândia, com o apoio da Delegacia do Denarc em Londrina, mas para episódios pontuais. A nossa rotina é atendida de modo deficitário. A investigação tem um número de pessoas deficiente, o policiamento ostensivo realizado pela PM tem número insuficiente e o serviço pericial é uma raridade'', reclama.
Fronteira
O coordenador estadual do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o procurador Leonir Batisti, afirma que não há um mapeamento os níveis de violência ou de insegurança nas pequenas cidades. ''O problema mais sério efetivamente é nas cidades maiores. Quero crer que Florestópolis até seja uma exceção mais forte dentro da realidade destas pequenas cidades.''
O procurador afirma que a droga é uma questão fundamental e o combate tem que começar na fronteira, com maior presença da policia federal e com veículos não tripulados. ''A questão começa por ali porque depois no varejo fica muito difícil. Quando no varejo se tira um traficante, a família dele assume no lugar'', destaca. (E.G)

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