Nós todos aqui pertencemos a um grupo
Relatos de cientistas alemães e tchecos apontam que o grupo dos xetás, ou ''hetá'' (que significa ''nós todos aqui pertencemos a um grupo''), já existiam desde o século XIX. Os xetás viviam na Terra dos Dourados, no município de Cruzeiro do Oeste (Noroeste do Paraná). Em 1949, um grupo japonês que se dirigia para a região de Cruzeiro do Oeste teria encontrado vestígios indígenas, o que fez com que a 7Inspetoria de Serviço de Proteção aos Índios fizesse uma expedição à região. Porém, nada foi encontrado.
Em 1956, o Departamento de Pesquisa da Universidade Federal de Curitiba, com o auxílio da 7 Inspetoria, fez contato com os xetás, e concluiu que se tratava de um grupo semi-nômade sempre coletando alimentos ou caçando, nada possuindo de agricultura ou pastoreio.
O avanço do capitalismo no campo fez com que os xetás fossem submetidos a contatos sem período nenhum de adaptação, e como não tinham imunização contra doenças comuns dos brancos, como gripe, sarampo e tuberculose, foram desaparecendo em poucos anos.
Hoje, com a morte de Tikuen, existem apenas sete xetás. Segundo a Funai, no Brasil se tem conhecimento de que os xetás, os avacanoeiro (Goiás) e crenacore foram as culturas que sofreram maior violência e rapidez de extermínio.





