Nortox garante controle ambiental seguro
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quarta-feira, 24 de abril de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
Arapongas - A fabricante de defensivos agrícolas Nortox, com sede no Distrito de Aricanduva, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), garantiu ontem que dá destinação correta aos resíduos líquidos resultantes do processo industrial. A informação foi dada em resposta à notícia-crime apresentada à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do município, na segunda-feira, pela ONG Frente Municipal pelo Saneamento Ambiental. A ONG suspeita que a água do distrito esteja contaminada por produtos químicos provenientes da empresa.
A reportagem da Folha foi acompanhada pelo advogado da empresa, Oduvaldo Calixto, e pelo encarregado de meio ambiente, Geraldo Giacometa, ambos sem formação específica na área de meio ambiente. Eles garantiram que a água usada no processo industrial e que, ao final, está impregnada de resíduos é tratada e fica confinada em um local específico onde não há possibilidade de escorrer para o Ribeirão Caviúna, como apontou a ONG.
A água com resíduos é transportada para lagoas de decantação onde é tratada até estar pronta para ser depositada em terreno isolado. Primeiro ela passa pela filtragem com carvão ativado líquido, em seguida, pelo tratamento com carvão ativado granulado com filtro de areia. O processo é repetido e só então ela cai numa lagoa onde é oxigenada. De lá, segue para infiltração num terreno ao lado do depósito da empresa localizado no lado oposto à nascente do Córrego dos Apertados. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), segundo as fontes ouvidas, fazem coletas regulares de amostras em três poços localizados nas proximidades da área de infiltração.
O córrego nasce numa reserva de 35 alqueires de mata de eucalipto e espécies nativas, que foi plantada pela Nortox. O curso dágua serpenteia por cerca de 35 quilômetros até a água ser captada para ser usada no abastecimento de parte da população de Arapongas.
Também a água da chuva, segundo os interlocutores da Nortox, é toda ela captada no interior da fábrica e depositada em tanques e piscinas, onde recebem tratamento. A água que escapa da fábrica pára nas curvas de nível do terreno nos fundos da fábrica, assegurou Giacometa.


