Cinco municípios do Paraná formalizaram na semana passada o Consórcio Intermunicipal de Aterro Sanitário (Cias). Esta é a quarta experiência de compartilhamento para destinação de resíduos do Estado. Conselheiro Mairinck, Jundiaí do Sul, Quatiguá, Guapirama e Joaquim Távora, todas cidades do Norte Pioneiro, devem dividir a responsabilidade de administrar o lixo dentro das determinações ambientais. A regularização da representatividade do Consórcio ainda depende da aprovação por parte do Legislativo de Joaquim Távora e Quatiguá.
De acordo com a coordenadora de Resíduos Sólidos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Adriana de Fátima Ferreira, a criação de consórcios tem se mostrado positiva tanto do ponto de vista ambiental, quanto financeiro. ''Os custos para administrar um aterro são altos, então é uma alternativa para os pequenos municípios. Além disso, onde se criariam cinco aterros cria-se um, o que ambientalmente é mais adequado.'' Ela destaca que os outros consórcios funcionam em Japira, Jaboti, Pinhalão e Tomazina; outro em Pontal do Paraná e Matinhos; e ainda em Paranacity e Cruzeiro do Sul.
No Norte Pioneiro, diariamente estima-se que o grupo de municípios do Cias produza 30 toneladas de resíduos. ''É uma forma da gente se adequar às normas do IAP e poder arcar com isso'', explica o prefeito de Jundiaí do Sul, Joel Marciano Rauber. A assinatura do convênio foi feita na última segunda-feira, mas o consórcio já existia desde 2005. ''Antes, apenas Jundiaí do Sul, Conselheiro Mairinck e Guapirama integravam o grupo, mas percebemos que não daríamos conta, porque mesmo assim ainda ficaria muito caro'', ressaltou.
Para cada um destes três pequenos município - com cerca de 3,5 mil habitantes cada, segundo Rauber - os custos operacionais de administração dos resíduos ficará em cerca de R$ 5 mil. Para Quatiguá será cerca de R$ 8 mil e Joaquim Távora, R$ 10 mil. ''É que estes dois municípios são maiores e por consequência produzem mais lixo, mas os gastos com a estrutura do aterro serão divididos em cinco'', explicou.
Quando o aterro estiver funcionado, todo o lixo dos municípios será levado para Joaquim Távora. ''Lá já havia um terreno comprado, com visto do IAP. Vamos integralizar o capital até cobrir o valor do terreno e depois os custos serão cotizados em 20% para cada município.'' A estimativa, segundo o prefeito de Jundiaí do Sul, é que o aterro comece a funcionar até o final do ano. ''Estamos em fase de fazer o projeto para aprovação do IAP. Depois começaremos as obras''. O terreno do aterro tem três alqueires e fica no trevo de saída de Joaquim Távora para Quatiguá, a três quilômetros do Centro do cidade.

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