Noronha avisa que mudará o comando da Polícia Civil
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
O novo delegado geral da Polícia Civil, Ricardo Keppes Noronha, anunciou ontem, em Curitiba, que vai fazer um remanejamento completo nos principais cargos da corporação. Ontem à noite Noronha iria se reunir com todos os delegados de primeira classe para informar as primeiras mudanças. Amanhã, ele vai ser empossado no cargo pelo governador Jaime Lerner. Na mesma solenidade, o coronel Guaraci Moraes Barros assume oficialmente o comando geral da Polícia Militar. Hoje pela manhã, no quartel central da PM, o coronel Luiz Fernando de Lara passa o comado da corporação ao coronel Barros.
Durante visita à Folha, ontem à tarde, Ricardo Noronha informou que o atual diretor da Corregedoria de Polícia, Marco Antônio Lagana, vai assumir o cargo de delegado geral adjunto. Para o seu lugar será designado o atual chefe da Divisão de Informática e Telecomunicações (Ditel), Otávio Francisco Dias. O chefe do Instituto de Identificação, Germano Nascimento Filho assumirá a presidência da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol).
Noronha confirmou que a delegacia de homicídios vai receber mais atenção, adotando-se um modelo diferenciado para atender à população e para a investigação de crimes. Como as polícias de todo o mundo, temos que valorizar o combate aos crimes contra a vida, justificou. O novo delegado geral da Polícia Civil também disse que vai ser priorizado o combate ao tráfico de drogas porque é uma atividade geradora de outros delitos.
Quanto à superlotação dos distritos policiais, Noronha afirmou que a solução do problema depende de uma ação conjunta da secretaria de Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil e entidades não-governamentais. Ele voltou a afirmar que não vai mais admitir desculpas para a fuga de presos das delegacias ou cadeias públicas.
A integração das atividades da Polícia Civil com a PM é bem vista por Noronha, desde que se respeitem os limites legais de cada corporação. Desde abril, no 1º DP de Curitiba, policiais civis e militares estão trabalhando no mesmo prédio. Desde o começo, a receptividade dos policiais civis e da comunidade tem sido boa, afirmou o sargento Márcio de Oliveira. A polícia civil está preparada para este trabalho conjunto, onde cada corporação vai suprir as necessidades da outra para melhorar a segurança pública em todo Estado, reforçou o delegado titular do 1º DP, Kiyoshi Hattanda.





