Ossamu KandaMárcia de Fátima: ‘‘Critérios democráticos’’.O secretário de Saúde Armando Raggio inagura hoje, às 15h30, em Maringá, a Central de Transplante de Órgãos do Noroeste. Às 10 horas, entra em funcionamento a Central de Transplantes Norte, com sede em Londrina. O principal objetivo dessas centrais será o de promover a justa distribuição de órgãos a ser transplantados, baseada exclusivamente em critérios técnicos.
A coordenadora da central de Maringá, Márcia de Fátima Serra, explica que as centrais, juntamente com a de Curitiba, inaugurada há dois anos, vão funcionar interligadas por computador. O trabalho da central será dividido entre as UTIs dos hospitais e as listas de equipes médicas transplantadoras cadastradas nas regionais de Saúde.
Nas UTIs, a central terá conhecimento de pessoas já com morte cerebral irreversível. Depois de conseguir o consentimento das famílias para a retirada de órgãos, a central avisará as equipes transplantadoras autorizadas. Em Maringá, existem três equipes médicas autorizadas a retirar e a transplantar rins e mais 10 equipes especializadas na retirada e transplante de córneas.
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A lista dos futuros transplantados será gerenciada pelas centrais, com base nos nomes de pacientes repassados pelas equipes médicas. Esses nomes se juntarão aos de pacientes de todo o Estado, que totalizarão a lista definitiva. ‘‘O funcionamento da lista é democrático e apolítico, baseado em critérios técnicos. Há o critério da ordem de chegada e o critério clínico. Este se baseia no exame sorológico da tipagem do HLA. O HLA é como se fosse uma cópia xerox da pessoa. Quanto mais o HLA do receptor se parecer com o HLA do órgão doado, maiores serão as possibilidades de não haver rejeição’’, explica Márcia de Fátima.
A lista dos pacientes receptores terá a tipagem do sangue de cada um para poder ser comparada à tipagem dos órgãos à disposição para o transplante. Márcia lembra que todos os brasileiros têm até fevereiro para dizer ao governo se autorizam ou não a doação de seus órgãos após o falecimento. Depois disso, lei aprovada pelo Congresso e já sancionada pelo presidente da República, vai universalizar os doadores. Todos serão obrigados a doar seus órgãos, desde que as famílias aprovem.

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