Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, cada escola deve se preparar para adotar a nova língua e daí então entrar em contato com a Secretaria. Tanto o Núcleo Regional de Ensino quanto professores e diretores de escolas da região, porém, aguardam orientações. ''Nós enviamos uma carta à Secretaria de Educação pedindo instruções mais claras a respeito'', informa Samantha Ramos, presidente da Apliepar.
O Núcleo Regional de Educação de Londrina também não tem nada definido sobre o tema. ''Estamos aguardando uma orientação da Secretaria de Educação. Por enquanto, a escola pode optar por uma das duas línguas'', afirma Ariane Filmari, coordenadora da equipe de ensino do Núcleo.
Enquanto isso, muitos professores de inglês temem a demissão. ''Tenho informações de diversas pessoas em todo o Estado que estão com medo, sem saber o que pode acontecer'', conta Samantha. Na avaliação de Ariane, porém, esse risco não existe. ''A maioria dos professores são estatutários. Além disso, normalmente o professor de língua estrangeira tem outra graduação'', justifica.
A lei sobre a obrigatoriedade do ensino de espanhol prevê que os Conselhos Estaduais de Educação emitam as normas necessárias à execução da lei de acordo com as condições e peculiaridades de cada unidade da federação. No Paraná, o Conselho está em fase de levantamento de dados acerca da demanda e do número de docentes habilitados.
''A lei vai criar uma demanda muito grande de profissionais habilitados. Antes de estabelecer as normas para as escolas, precisamos ter condições de colocá-la em prática'', afirma Arnaldo Vicente, membro da Câmara de Legislação e Normas e presidente da Câmara de Ensino Médio do Conselho Estadual de Educação do Paraná.
De acordo com Vicente, o Conselho pretende estabelecer as normas para as escolas só a partir de outubro, mês em que as escolas começam a discutir o plano político-pedagógico para o ano seguinte. (A.I.)

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