Nomes e local de caso
são mantidos em sigilo
O simulado realizado em Londrina pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) foi baseado em um caso real ocorrido em um ‘‘hospital de cidade do interior’’ e que que terminou na morte de uma criança de três anos. Nomes, local e data foram mantidos em sigilo.
Segundo o documento divulgado pelo CRM, os avós chegaram no hospital às 3 horas, com a criança que aparentava ter asma. Sem dinheiro para consulta, aceitaram a proposta das auxiliares de enfermagem de fazer uma sessão de inalação e futuramente pagar pelo tratamento.
Mas, durante o atendimento, a criança não apresentou melhoras. Foi quando entrou em cena o estudante do 5º ano de medicina. O rapaz receitou medicamentos e soro ao menor porque o médico plantonista estava em casa, há um quilômetro do hospital. O acadêmico teria informado ao médico sobre o caso.
A criança não apresentar melhoras durante toda a madrugada e, às 7h20, teve parada cárdio-respiratória, foi atendida por um cardiologista, que se preparava para uma cirugia em outro paciente, mas faleceu. Somente após a morte da criança o médico apareceu no hospital. Durante os depoimentos, o cardiologista teria negado que o plantonista estivesse ausente do hospital e deixado um estudante em seu lugar. Mas, depois contou a verdade.
Os avós foram informados sobre a perda do neto por volta das 7h30, pois haviam deixado o hospital para tentar uma consulta através do Sistema Único de Saúde (SUS). A família denunciou o caso à Secretaria Estadual de Saúde que, após sindicância, constatou fortes indícios de irregularidades e encaminhou o caso ao CRM. (L.R.)

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