Um conflito de interesses e nomes que deveriam receber promoção durante a posse do coronel Gilberto Foltran, diretor de logística da Polícia Militar como novo Chefe do Estado Maior acabou adiando a solenidade que estava marcada para as 17 horas de ontem. Ele assumiria no lugar do coronel Sanderson Diotalevi, que completou 35 anos de serviço e passa automaticamente para a reserva.
O cargo de Chefe do Estado Maior é de competência exclusiva do Comando Geral da PM. Gilberto Foltran é homem de confiança do comandante Guaraci Moraes Barros. Mas a escolha de seu nome para o segundo maior cargo da corporação provocou o descontentamento de parlamentares ligados à área de segurança. Enquanto a situação ainda está sendo resolvida, o coronel Flávio de Modesti, atual comandante do Policiamento do Interior, assume interinamente o cargo de Chefe do Estado Maior.
‘‘Estamos respeitando as normas internas da Polícia Militar. O coronel mais antigo assume o cargo enquanto não houver uma definição oficial’’, explicou o coronel Moraes Barros, negando que estivesse ocorrendo qualquer divergência entre ele, parlamentares e o próprio secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares.
Moraes Barros justificou que a posse foi suspensa por um problema burocrático. O comando não teria feito o decreto que exonera Diotalevi e nomeia Foltran. ‘‘Pode ter certeza que o coronel Foltran assume o cargo’’, frisou ele. A assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública garantiu que não houve qualquer tipo de interferência política para mudanças de cargos.
O coronel Gilberto Foltran disse que aguarda para a semana que vem a confirmação da nova data. ‘‘Tudo ocorreu porque o governador faz questão de que a substituição seja feita por decreto e não por portaria.’’

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