Nome é só questão de status para moradores
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Curitiba 
A única diferença que pode ser notada entre o Champagnat e o Bigorrilho, garante um jornalista que estudou as origens do bairro, é o comportamento das pessoas. No Bigorrilho, os moradores antigos se encontram e conversam animadamente sobre a família; no Champagnat, as pessoas se espremem no elevador e sequer se cumprimentam, diz Eduardo Fenianos, autor do livro Bigorrillho, Teu Apelido é Champagnat da coleção Bairros de Curitiba.
A versão mais aceita sobre as origens da confusão entre os dois bairros, segundo o jornalista, é o empreendimento imobiliário criado pelo padre Marcelino Champagnat. O padre emprestou seu sobrenome a um loteamento criado na área ocupada pelo antigo Juvenato Champagnat - hoje sede da Universidade Tuiuti. Para valorizar os lotes, o padre teria colocado o nome de Jardim Champagnat na região. Essa idéia de que a denominação Bigorrilho soa mal já é antiga entre os moradores. diz Fenianos.
A economista Joseane Deconto, que vive no bairro há 29 anos, diz que nunca usou o nome Champagnat para designar o local onde vive. Aqui sempre foi Bigorrilho e deve continuar assim, diz. Segundo a economista, a polêmica em relação ao nome do bairro não passa de um mero modismo criado pelos moradores recém-chegados. É uma polêmica que não faz o menor sentido, diz.


