A única diferença que pode ser notada entre o Champagnat e o Bigorrilho, garante um jornalista que estudou as origens do bairro, é o comportamento das pessoas. ‘‘No Bigorrilho, os moradores antigos se encontram e conversam animadamente sobre a família; no Champagnat, as pessoas se espremem no elevador e sequer se cumprimentam’’, diz Eduardo Fenianos, autor do livro ‘‘Bigorrillho, Teu Apelido é Champagnat’’ da coleção Bairros de Curitiba.
A versão mais aceita sobre as origens da ‘confusão’ entre os dois bairros, segundo o jornalista, é o empreendimento imobiliário criado pelo padre Marcelino Champagnat. O padre emprestou seu sobrenome a um loteamento criado na área ocupada pelo antigo Juvenato Champagnat - hoje sede da Universidade Tuiuti. Para valorizar os lotes, o padre teria colocado o nome de ‘‘Jardim Champagnat’’ na região. ‘‘Essa idéia de que a denominação Bigorrilho soa mal já é antiga entre os moradores’’. diz Fenianos.
A economista Joseane Deconto, que vive no bairro há 29 anos, diz que nunca usou o nome Champagnat para designar o local onde vive. ‘‘Aqui sempre foi Bigorrilho e deve continuar assim’’, diz. Segundo a economista, a polêmica em relação ao nome do bairro não passa de um mero modismo criado pelos moradores recém-chegados. ‘‘É uma polêmica que não faz o menor sentido’’, diz.

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