Nome do novo presidente da Comurb pode ser anunciado hoje
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Osmani Costa 
O prefeito Antonio Belinati (PDT) disse ontem, durante solenidade do Programa Paraná-Europa, que deve anunciar hoje o nome do novo diretor-presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). O cargo está sendo ocupado temporariamente, desde o início da semana, pelo auditor e secretário-geral da Prefeitura, Kakunen Kyosen. Ele substitui o ex-presidente Cléber Tóffoli, que pediu demissão após denúncias de irregularidades na contratação de 212 pessoas sem concurso público.
Na próxima semana, o advogado, economista e professor de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Moacir Boer assume o cargo de assessor econômico da Comurb. Ele foi convidado por Kyosen para auxiliar a presidência no trabalho administrativo e assumir, em tempo integral, a coordenação da auditoria interna que apura se houve ou não irregularidades nas contratações ocorridas durante a gestão de Tóffoli.
Também o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, abriu inquérito para apurar as denúncias. Estamos aguardando o envio dos documentos solicitados à Comurb, notadamente as escalas de serviços, para poder cruzar alguns dados que já temos em mãos e prosseguir nas investigações, afirmou ontem Galatti. Ele quer saber, com exatidão, onde trabalharam os 212 contratados sem concurso nos últimos três meses.
As 212 pessoas foram demitidas por Tóffoli, na última sexta-feira, e estão cumprindo aviso prévio em serviço. Dentro de 30 dias, neste período de aviso prévio, realizaremos um teste seletivo para a contratação dos novos funcionários que são necessários para não colocarmos em risco os serviços prestados à comunidade pela Comurb, explica Kakunen Kyosen.
Ainda estamos em fase de levantamento das nossas reais necessidades, mas certamente o número será menor que os 212 contratados anteriormente. Queremos enxugar a máquina administrativa, acrescenta ele.
As denúncias dão conta que muitos dos contratados pela Comurb foram emprestados a outros órgãos e secretarias da Prefeitura. Kyosen determinou o imediato retorno de todos à Comurb, ao mesmo tempo em que está realizando levantamento para quantificar quantos são realmente necessários na operação das catracas dos sete terminais de ônibus urbanos, motivo alegado por Cléber Tóffoli para a contratação em caráter de emergência e sem concurso público.
Não diria que houve exagero, mas muitos dos contratados foram removidos e não estão desempenhando funções na Comurb. Esta era uma praxe aqui. Queremos aproveitar este momento de crise, de auditoria, e pôr um fim neste comportamento, enfatiza o diretor-presidente.
Em relação à chegada do novo presidente nos próximos dias, Kakunen Kyosen se diz tranquilo, quase aliviado: Não é fácil tocar simultaneamente três secretarias. Vim para a Comurb em caráter de emergência, para ajudar no que for possível, a pedido do Prefeito. Mas não é para ficar para sempre; estou aqui só até resolver estas pendências e o Prefeito definir o novo presidente.


