Nômades abandonavam utensílios quebrados
Segundo a arqueóloga Cláudia Inês Parellada, as populações primitivas geralmente abandonavam objetos quebrados, que não carregavam para novas aldeias. Esta seria a razão de o grupo de arqueólogos que trabalha no local não ter encontrado peças inteiras.
Algumas quadras também revelaram coquinhos carbonizados. Pesquisas vão conferir a possibilidade de existência de resquícios de outros alimentos.
Partículas de carvão vão passar por testes - como o Carbono 14 - que visam identificar a idade das peças. Outros materiais estão sendo lavados, indexados e numerados, na tentativa de unir peças do quebra-cabeça que precisamos entender, diz a arqueóloga.
Um dos campeões na procura de materiais é André Borges, 22 anos, do 3º ano do curso de História da UFPR. Em uma só quadra ele encontrou 32 fragmentos cerâmicos de um vaso. É sorte, diz André. Assim como os outros, ele se sente muito motivado pelas descobertas.
Na quadra ao lado, o arqueólogo Francesco Palermo Neto, 30 anos, relata que já esteve em dez outros sítios, inclusive no Rio de Janeiro e Santa Catarina. Nenhum deles tinha este porte em se tratando de gravuras rupestres, nota.
As escavações e as formações rochosas com inscrições concentram-se em um espaço de aproximadamente 250 metros quadrados, na área de mil metros quadrados que compõe o Sítio Ouro Verde, numa espécie de platô a 30 metros de altura em relação ao leito do Rio Iguaçu. No Nordeste, há sítios com maior número de gravuras.





