Raphael sempre esteve tranquilo quanto à segurança do procedimento de retirada da medula óssea, mas teve que lidar com o medo de familiares e amigos. ''As pessoas reconheciam que o gesto é bonito, mas ficavam inseguros por mim. O mais complicado é administrar o sentimento dos outros'', considerou.
A noiva Letícia, segundo ele, foi a principal apoiadora da decisão.''Ela já teve casos de câncer na família e sabia que a doação era importante.'' A presença de um doador anônimo no Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS) também causou exclamações de admiração entre pacientes e equipe de enfermagem. ''Achavam que eu estava doando para algum parente'', disse.
Em casa, totalmente recuperado e só aguardando o fim dos três meses de ''resguardo'' para voltar a doar sangue, ele ainda está surpreso com a simplicidade do procedimento. ''Enviei um e-mail coletivo incentivando meus amigos a se cadastrarem no Redome. O incômodo é muito pequeno diante da possibilidade de salvar uma vida'', afirmou.
Outro fator de surpresa foi e eficiência do sistema público de saúde. ''Nunca tinha sido atendido pelo SUS e me surpreendi. O Hospital das Clínicas de Porto Alegre é muito organizado'', elogiou. (C.A.)

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