Noite fria atendeu 300 pessoas
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 1997
Da Redação 
A Operação Noite Fria, desenvolvida no período do inverno pela Secretaria de Ação Social de Londrina (desde o começo de junho), será desativada hoje com um saldo de mais de 300 pessoas atendidas. Esse pessoal, que representa tanto a população que vive nas ruas da Cidade quanto a população itinerante (de outros municípios), foi atendido num barracão, na Vila Casoni (área central), cedido provisoriamente por um empresário.
Para marcar o encerramento do programa, a secretaria também pretende promover hoje o primeiro Encontro da População de Rua de Londrina, com objetivo de discutir com a comunidade atendida uma política social para o setor. O encontro acontece a partir das 10 horas, no barracão da vila Casoni.
Uma equipe de educadores sociais percorreu a Cidade convidando essas pessoas a se encaminhar até o barracão, onde encontram banho quente, sopa e algumas atividades - como palestras e jogos recreativos. Ao amanhecer, tem café da manhã, com pão e leite. Várias secretarias da Prefeitura, além de entidades civis, participaram do projeto. A Autarquia Municipal do Esporte e Turismo (Ametur), por exemplo, colocou à disposição 80 colchões. Já o Programa do Voluntariado do Paraná (Provopar) arrumou cobertores e a Companhia de Habitação (Cohab), lonas para forrar o chão.
A média de atendimento por noite foi de 50 a 60 pessoas. Até o dia 20 deste mês, já somavam no total 3.674 pernoites e 7.348 refeições. O saldo é positivo porque conseguimos atender o que estava previsto. Em nenhum dia faltou comida, funcionários etc. Mas por outro lado é triste saber que têm pessoas que ainda precisam deste tipo de atendimento, observa a secretária da Ação Social, Marisa Goettel Nascimento.
A população que vive nas ruas de Londrina soma hoje aproximadamente 150 pessoas, a maioria com problemas de vivência familiar, alcoolismo e drogas. Esse pessoal - segundo dados da Ação Social - pouco será atingido pelo fim do barracão porque, na verdade, eles só frequentavam o local quando chovia ou quando fazia muito frio. Eles preferem mais a rua ou os mocós (sete, no total, identificados pela prefeitura) para passar a noite, onde estão mais adaptados. Já a população itinerante, que frequentava o barracão, poderá buscar abrigo em outras entidades que prestam o mesmo tipo de serviço, como a Casa do Bom Samaritano, Albergue Noturno e Serviço de Obras Sociais (SOS).
Por isso, o alvo principal da Ação Social é mesmo a população que vive nas ruas de Londrina e que tomou esta condição como uma opção de vida. A secretaria pretende trabalhar com essas pessoas nos próprios lugares que elas estão acostumadas a viver, sempre a partir das necessidades apontadas por elas.


