Nobre profissão
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Começa mais um dia de trabalho na maternidade do Hospital Evangélico de Londrina. O agito do vai e vem do corredor que liga o centro cirúrgico à pediatria fica por conta de familiares e visitantes, carregados de flores e presentes, das mães prestes a dar à luz e dos próprios funcionários, que não param um minuto.
Para coordenar uma equipe de seis profissionais de Enfermagem no turno matutino, Andrielle Martins Barbieri, 29 anos, se desdobra para atender o grupo, amparar as gestantes e dar orientações às mães. ''Gosto do vínculo com os pacientes e de saber que faço diferença no dia a dia dessas crianças e mães. Nosso trabalho é uma oportunidade de oferecer uma gestação tranquila e fazer da hora do parto, um momento de humanização, em que elas se sintam acolhidas'', diz.
O gosto pelo trabalho de Enfermagem começou, segundo Andrielle, pela vontade em ajudar. ''Sempre quis atuar em uma área que tivesse contato direto com as pessoas. Um dia, fui à igreja e algo me fez pensar em ser enfermeira. No dia seguinte, me matriculei em um curso técnico'', conta. Dois anos depois, em 2002, ela entrou como auxiliar de enfermagem no Evangélico, ingressou na faculdade de Enfermagem e hoje também é coordenadora do curso de gestante do hospital e membra do Comitê de Aleitamento Materno de Londrina.
O vínculo com os pacientes é tamanho, que Andrielle chega a ter contato fora do hospital. ''Teve uma mãe de gêmeos que ficou internada 60 dias e hoje, ela me manda fotos dos bebês e trocamos e-mails'', comenta.
Para a professora Keity Bruning, que havia ganhado o filho Luis Felipe há dois dias, a importância do trabalho dos enfermeiros está na transmissão de confiança. ''São profissionais que transmitem carinho e, principalmente, segurança. São eles que fazem a mediação dos pacientes com os médicos e passam o tempo com a gente'', descreve.
Essa gratidão exposta por pacientes e familiares é tamanho, que é comum os enfermeiros irem para casa com alguns presentinhos. ''Mas só o fato de receber um 'muito obrigado' em uma situação hospitalar já é o suficiente para eu saber que meu trabalho vale a pena'', diz Andrielle.


