Ontem, no segundo dia de provas do vestibular 2005 da UEL, candidatos ouvidos pela Folha consideraram fáceis as provas de português, literatura e língua estrangeira. A redação - que pedia aos vestibulandos para discorrem sobre a importância dos artefatos culturais a partir de duas imagens - dividiu opiniões.
O casal de namorados Tiago Carneiro de Melo, 21, e Renata Sayiuri Matsubara, 21, vieram de Marília (SP) para tentarem uma vaga em Educação Artística e Desenho Industrial, respectivamente. Veterena no concurso da UEL, Renata chegou a cursar Biblioteconomia na instituição, mas desistiu e voltou ao cursinho para tentar novo curso. Os dois acharam a prova de ontem tranquila. ''Mas a proposta da redação foi estranha'', opinaram.
Candidato ao curso de Arquitetura, Daniel Mitsuiki, 19, de São Paulo, achou as questões de ontem mais fáceis que as de conhecimentos gerais, aplicadas no primeiro dia do concurso. Sua preocupação era com a prova de conhecimentos específicos que se realiza hoje. ''Para arquitetura, as questões são de matemática e física'', explicou.
Também concorrendo a uma vaga em Arquitetura, Verônica Merlin Viana Rosa, 17, estava confiante no próprio desempenho em seu primeiro vestibular. ''Estudei bastante, mas não fiquei obsessiva. As provas estão fáceis'', disse ela, que gostou do tema da redação.
Mais 59 candidatos faltaram ao concurso, ontem, totalizando 5.779 ausentes. O índice de desistentes é de 16,26%. No ano passado, durante os três dias de provas, 14,26% dos vestibulandos não compareceu.
Para a maioria dos candidatos, o concurso termina hoje com as provas de conhecimentos específicos (duas disciplinas selecionadas pelos cursos de graduação). Amanhã, fazem provas de habilidade específica apenas os candidatos aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico, Educação Artística, Design de Moda e Música. (C.A.)

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