No Rio, conflito deixa 2 feridos
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domingo, 29 de junho de 1997
Agência Folha 
Dois estudantes ficaram feridos em confronto com seguranças antes do início do provão na Uni-Rio (Fundação Universidade do Rio de Janeiro), na Urca (zona sul). O conflito começou às 12h53, após um grupo de militantes invadir o edifício onde 764 estudantes deveriam fazer a prova. Eduardo Henrique Soares da Costa, vice-presidente regional da UNE, teve o lábio inferior ferido por um soco. Artur Pimentel, 26, ex-diretor da UNE (União Nacional dos Estudantes), ficou com um hematoma no nariz, consequência de um soco.
Liderados por Leandro Cruz, membro da Executiva Nacional da UNE, e por Ricardo Cappelli, presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes), os militantes queriam evitar que os estudantes fizessem o provão. Os militantes tentaram entrar no prédio, o que provocou o conflito, com socos e pontapés de ambas as partes.
Os formandos de engenharia civil da UnB (Universidade de Brasília) compareceram ao Centro Educacional Elefante Branco, local do Exame Nacional de Cursos em Brasília, com fitas pretas amarradas nos braços e faixas em sinal de protesto contra o provão. Os 74 graduandos do curso iriam boicotar o exame. Viemos vestidos de branco para entregar a prova em branco, disse Marcelo Paro, presidente do centro acadêmico de engenharia civil.
Um apitaço marcou o início do provão em Belo Horizonte. Cerca de mil apitos e um texto contra o exame foram distribuídos pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) na entrada da Escola Estadual Milton de Campos, onde foi aplicado o teste.


